Green Bangkok 2030 — Programa Municipal de Parques de Bolso para Bairros Sujeitos a Inundações
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O Dubai reutiliza atualmente praticamente todo o seu efluente de esgoto tratado para rega e ajardinamento urbano — face a 66% em 2008 — evitando dessalinização dispendiosa. A estratégia nacional dos EAU visa 95% de reutilização de água até 2036, embora o aumento da salinidade dos esgotos seja uma preocupação documentada.
A capacidade de tratamento de águas residuais do Dubai cresceu acentuadamente — só a estação de Jebel Ali expandiu de cerca de 137 milhões de m³ por ano em 2008 para 383 milhões em 2019 — e as três principais estações do emirado (Jebel Ali fases 1 e 2, e Warsan) produzem agora, em conjunto, 700.000 m³ de efluente tratado por dia. Em 2019, a Câmara Municipal do Dubai reportou ter atingido zero descarga de águas residuais para o ambiente, sendo a primeira autoridade da região a fazê-lo, com o efluente tratado a ser reutilizado em vez de libertado.
A reutilização para rega cresceu de 91 milhões de m³ (66% da produção) em 2008 para 232 milhões de m³, regando cerca de 6.250 hectares de áreas ajardinadas e florestadas até 2019, incluindo parques, ajardinamento junto às estradas e florestação. Como a água dessalinizada custa cerca de 3,20 dólares/m³ face a aproximadamente 0,51 dólares/m³ para água reciclada, o Arab Water Council estima que esta substituição poupa ao emirado cerca de 690 milhões de dólares por ano que, de outro modo, seriam gastos em dessalinização para rega.
A prática não está isenta de ressalvas: a infiltração de água do mar na rede de esgotos do Dubai elevou a salinidade das águas residuais brutas para 3.000-4.000 partes por milhão, e estudos assinalam riscos de poluentes orgânicos e metais pesados a acumularem-se no solo e nas águas subterrâneas com a reutilização a longo prazo — o que motivou um estudo de viabilidade em 2020 sobre recarga controlada de aquíferos como via de armazenamento mais segura. A reutilização é agora uma meta nacional formal: a Estratégia de Segurança Hídrica dos EAU 2036, lançada pelo Ministério da Energia e Infraestruturas, prevê que a reutilização de água tratada atinja 95%, a par de um corte de 21% na procura total de água.
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