A Durban Water Recycling (DWR) foi adjudicada através de um concurso em 1999 como uma concessão de Construção-Propriedade-Operação-Transferência (BOOT) de 20 anos com o Município de eThekwini; a construção começou em 2000 e a central entrou em funcionamento em maio de 2001, no âmbito de uma modernização da Estação de Tratamento de Águas Residuais do Sul. Produz água tratada ao nível terciário, quase potável (mas não ao padrão de água potável), com uma capacidade de 47,5 milhões de litros por dia, monitorizada segundo cerca de 22 parâmetros de qualidade alinhados com as normas sul-africanas de água (Veolia, página do projeto da empresa).
Os dois principais clientes industriais são a fábrica de papel Mondi, em Merebank (o maior cliente), e a refinaria de petróleo SAPREF (uma joint venture Shell/BP); um relatório da imprensa especializada de 2004 estimou o seu consumo combinado em cerca de 37.500 m³/dia. A DWR (Pty) Ltd é maioritariamente detida pela Vivendi Water (antecessora da Veolia), com os parceiros Zetachem, Khulani Holdings, Umgeni Water e Marubeni Europe. O consórcio privado financiou, construiu, detém e opera a central, pelo que o município evitou um grande investimento de capital; a receita do consórcio provém de tarifas industriais, e o município beneficia ao libertar água potável para outros utilizadores. O custo total de capital foi reportado em cerca de 74 milhões de rands (cerca de 5 milhões de dólares à data), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da África Austral, pelo Rand Merchant Bank, por um protocolo de empréstimo do governo francês e pelos acionistas da DWR.
A documentação independente inclui um estudo de caso do Banco Mundial (Global Practice de Água) ("Wastewater: From Waste to Resource — The Case of Durban, South Africa", 2018) e uma entrada na biblioteca do PPP Knowledge Lab do Banco Mundial, uma tese académica da Universidade de KwaZulu-Natal (UKZN) analisando a governação da PPP, uma ficha técnica do Pollution Research Group da UKZN, e cobertura pelo Atlas de Saneamento e Águas Residuais de África do GRID-Arendal/PNUMA (2021).
Ressalvas: a afirmação frequentemente repetida de que a DWR reduz a procura de água potável de Durban em cerca de 7% não pôde ser rastreada, nesta investigação, até uma fonte primária com data de publicação clara, e os dados detalhados de volume de clientes disponíveis (consumo Mondi/SAPREF, comparações de tarifas) datam maioritariamente de 2004, sem números independentes mais recentes encontrados — pelo que a escala deve ser lida como "bem documentada na entrada em funcionamento e em meados da década de 2000", e não como continuamente reportada. Um relatório de 2020 da Câmara de Comércio da UE na África do Sul sobre barreiras às PPP de reutilização de água nota que este modelo não foi amplamente replicado noutras partes do país, citando falta de apoio governamental suficiente, tecnologia de tratamento de águas residuais desatualizada noutros municípios, e obstáculos regulatórios — embora nenhuma fonte encontrada documente falhas de fiabilidade ou litígios contratuais específicos da própria central da DWR.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.