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Boa prática Importada

Programa Egípcio de Replantação de Mangais no Mar Vermelho — Restauração Financiada pelo Estado com Resultados Mistos

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A Academia de Investigação Científica do Egito geriu (2020–2022) um programa de 4 milhões de EGP para replantar mangais no Mar Vermelho com equipas pagas; só 3 de 6 locais concluídos, ~1/3 da meta de mudas — um caso honesto, não um sucesso limpo.

4 million EGP (~€200,000)
Orçamento do programa (2020-2022)
210 hectares
Área-alvo para replantação
6
Locais planeados
3 of 6 (Safaga, Hamara, Al-Qala'n)
Locais concluídos
~10
Trabalhadores por local (April-October planting season)
300,000 seedlings/year
Meta de plântulas
~50,000 seedlings/year
Produção real de plântulas
~200 kg
Mel vendido (over six months)
200-300 EGP/kg (~€10-15)
Preço do mel
~10,000 seedlings/year
Meta anual de plântulas do MERS (2021-2026)
Programa Egípcio de Replantação de Mangais no Mar Vermelho — Restauração Financiada pelo Estado com Resultados Mistos

Detalhes

Promotor
Academy of Scientific Research and Technology (ASRT), Government of Egypt; MERS partnership with HSBC / American University in Cairo (CARES), FAO, ITTO
Período
2020–2022 (government phase); 2021–2026 (HSBC/AUC MERS)
Palavras-chave
mangrove restoration, coastal ecosystem, paid restoration workforce, alternative livelihoods (honey, ecotourism)

Contexto

Em abril de 2020, a Academia de Investigação Científica e Tecnologia (ASRT) do Egito, gerida pelo governo, lançou um programa de dois anos, com 4 milhões de libras egípcias (cerca de 200.000 euros), para replantar 210 hectares de mangais em seis locais nas costas do Mar Vermelho e do Sinai, empregando equipas remuneradas de cerca de 10 trabalhadores por local durante a época de plantação de abril a outubro.

Atividades

O programa visava 300.000 plântulas por ano e também testou a produção de mel junto aos mangais como meio de subsistência alternativo, vendendo cerca de 200 kg em seis meses a 200-300 libras egípcias (cerca de 10-15 euros) por quilograma. Uma iniciativa separada e com mais financiamento — o projeto de Restauração do Ecossistema de Mangais no Egito (MERS), uma parceria de 2021-2026 entre a HSBC e o Centro de Investigação Aplicada sobre o Ambiente e a Sustentabilidade (CARES) da Universidade Americana no Cairo, com apoio da FAO e da ITTO — visa cerca de 10.000 novas plântulas por ano em locais degradados desde El Gouna até Halayeb e Shalateen, incorporando explicitamente o ecoturismo e pequenos negócios como meios de subsistência.

Resultados

Apenas três dos seis locais planeados — Safaga, Hamara e Al-Qala'n — foram efetivamente concluídos; um local planeado na aldeia de Al-Quweh não chegou a arrancar. A produção real de plântulas atingiu apenas cerca de 50.000 árvores por ano, cerca de um terço da meta de 300.000, com relatos a apontar processos de aprovação de segurança demorados e deslocações da força de trabalho superiores a 400 km entre locais como grandes obstáculos. Onde a restauração vingou, foi reportado o reaparecimento de espécies de peixes e outras espécies marinhas anteriormente esgotadas.

Conclusões

Trata-se de um esforço de restauração real, co-financiado pelo Estado, com uma força de trabalho local remunerada e uma componente genuína de meios de subsistência, mas os relatos da própria fase financiada pelo governo são francos quanto ao facto de não ter atingido a meta de plantação e de um local ter falhado por completo — um caso honesto e de evidência moderada, e não uma história de sucesso polida. Os resultados quantificados do próprio projeto MERS ainda não tinham sido reportados separadamente à data das fontes consultadas.

Implementação

Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — Government phase budgeted at EGP 4 million (~€200,000) over two years (2020-2022) for six planned sites; the follow-on MERS partnership (2021-2026) is better-funded but its own budget figure was not reported in the source.
Tempo até resultados
Médio (1–3 anos) — Government-run phase: April 2020 to 2022 (two years, April-October planting seasons); the related MERS initiative continues 2021-2026.
Equipa e competências
Academy of Scientific Research and Technology (ASRT), Government of Egypt, Paid local crews (~10 workers per site), MERS partnership: HSBC, American University in Cairo (CARES), FAO, ITTO

Condições de sucesso

  • Paid local workforce during the April-October planting season
  • Alternative-livelihoods component (mangrove-adjacent honey production, ecotourism in the MERS follow-on) to build community buy-in

Modos de falha comuns

  • Lengthy security-approval processes and workforce commutes exceeding 400 km between sites were cited as major obstacles
  • Only 3 of 6 planned sites were completed and one site (Al-Quweh village) failed to launch
  • Actual seedling production reached only about a third (~50,000/year) of the 300,000/year target

Onde se enquadra

Tipo de governação
state-funded programme with later multi-funder partnership (MERS)
Escala
sub-national (Red Sea and Sinai coastal sites)
Nível de rendimento
lower-middle-income

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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