Plataforma Suíça de Vigilância de Agentes Patogénicos (SPSP) — Vigilância Epidémica Genómica com IA
Suíça
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A Grécia implementou o Eva, sistema de aprendizagem por reforço que direcionava testes de COVID-19 a viajantes de alto risco em mais de 40 pontos de entrada, detetando 2× mais casos assintomáticos do que o rastreio aleatório e processando mais de 40.000 agregados por dia.
Eva foi um sistema de aprendizagem por reforço em tempo real, desenvolvido pro bono para o governo grego por uma equipa interdisciplinar de investigadores operacionais, epidemiologistas e engenheiros de software da USC Marshall, Wharton e AgentRisk. Foi implementado em todos os mais de 40 pontos de entrada nacionais da Grécia (aeroportos, passagens terrestres, portos marítimos) entre 6 de agosto e 30 de outubro de 2020, durante a pandemia de COVID-19.
Alocar um orçamento diário limitado de testes de COVID-19 entre os viajantes que chegavam, de modo a maximizar a deteção de infeções assintomáticas, utilizando dados anonimizados dos viajantes submetidos antes da chegada.
Os viajantes preenchiam um Formulário de Localização de Passageiros pelo menos 24 horas antes da chegada. A Eva agregava dados demográficos e de origem anonimizados, sem reter identificadores individuais, para direcionar dinamicamente cerca de 17% dos agregados familiares para testes PCR, sendo os restantes sujeitos a amostragem de rotina. O governo grego partilhou estimativas de prevalência em tempo real com a UE para informar protocolos de viagem regionais, e o algoritmo subjacente foi posteriormente disponibilizado como código aberto para adaptação internacional.
O estudo revisto por pares publicado na Nature (setembro de 2021) constatou que a Eva detetou o dobro de indivíduos infetados assintomáticos em comparação com os testes de vigilância padrão, chegando a até quatro vezes mais durante a época alta (agosto-setembro); igualar essa deteção através de testes aleatórios teria exigido 85% mais testes. O sistema processou dados de mais de 40.000 agregados familiares por dia na época alta e recebeu o Prémio Daniel H. Wagner do INFORMS para a Excelência na Prática de Investigação Operacional.
A Eva é um exemplo raro e tecnicamente bem fundamentado de resposta de crise assistida por IA, mas a Associação Helénica de Informática levantou questões de governação e privacidade sobre o sistema em novembro de 2020 que não foram totalmente respondidas publicamente, ilustrando que uma evidência técnica sólida não resolve, por si só, as preocupações de responsabilização.
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