Desde 2007, as Unidades de Violência Familiar e Sexual da polícia da PNG processam milhares de casos por ano, mas uma revisão independente constatou que só 7 das 17 unidades funcionavam plenamente, com condenações muito baixas.
2,013
Casos de violência familiar e sexual registados (unidade de Waigani/NCD) (one reporting period)
195
Detenções (same reporting period)
11
Condenações (same reporting period)
960
Encaminhamentos para serviços de saúde/jurídicos/sociais (same reporting period)
25
Unidades financiadas pela Austrália a nível nacional
106
Agentes em funções a nível nacional
7 of 17
Unidades 'plenamente operacionais' (2015)
22
Centros de Apoio à Família (um por província)
~60%
Prevalência de violência entre parceiros íntimos, mulheres dos 15 aos 49 anos
Detalhes
Maturidade
Consolidada
Promotor
Royal Papua New Guinea Constabulary (RPNGC)
Período
2007-present
Palavras-chave
policing, gender-based violence, justice sector, public safety
Contexto
Desde 2007-08, a Royal Papua New Guinea Constabulary (RPNGC) criou Unidades especializadas de Violência Familiar e Sexual (FSVUs), financiadas e tecnicamente apoiadas pelo Governo australiano (DFAT) e pela ONU Mulheres, em resposta a uma prevalência nacional de violência entre parceiros íntimos estimada em quase 60% das mulheres entre os 15 e os 49 anos — uma das taxas mais elevadas registadas a nível mundial. O modelo foi formalizado ao abrigo da Lei de Proteção da Família da Papua-Nova Guiné de 2013 e associado a 22 Centros de Apoio à Família de base hospitalar, um por província.
Objetivos
As FSVUs visam proporcionar uma resposta policial especializada à violência familiar e sexual, encaminhando as sobreviventes para serviços de saúde, jurídicos e sociais.
Atividades
Na unidade de Waigani/Distrito da Capital Nacional, um período de reporte registou 2.013 casos de violência familiar e sexual, resultando em 195 detenções, 11 condenações e 960 encaminhamentos para serviços de saúde, jurídicos e sociais — dados publicados pelo Alto Comissariado australiano em Port Moresby, que reportou ainda 25 unidades financiadas pela Austrália e 106 agentes em funções a nível nacional nessa altura.
Resultados
Uma investigação da Human Rights Watch em 2015 concluiu que apenas 7 das 17 unidades então criadas estavam 'plenamente operacionais', citando uma escassez crónica de pessoal (apenas três agentes por unidade nas Terras Altas), falta de viaturas e combustível que impedia a resposta em zonas rurais, e uma tendência da polícia para promover a reconciliação informal em vez da detenção ou do julgamento — refletida no baixo rácio de detenções face a condenações.
Conclusões
O programa continua substancialmente dependente do financiamento contínuo da ajuda australiana, e o alcance às províncias remotas permanece limitado.
Implementação
Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos)
Equipa e competências
Specialised Family and Sexual Violence Units within the Royal PNG Constabulary, As few as 3 officers per unit in the Highlands (understaffed)
Condições de sucesso
Sustained Australian DFAT and UN Women funding and technical support
Vehicles and fuel for rural response
Modos de falha comuns
Only 7 of 17 units 'fully functioning' (HRW, 2015)
Police tendency to push informal reconciliation rather than arrest/prosecution
Heavy dependency on continued Australian aid funding
Onde se enquadra
Tipo de governação
Commonwealth parliamentary democracy
Escala
national (province-level units)
Nível de rendimento
lower-middle income
Habitualmente financiado por
National / regional programmes
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Fontes de dados
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