Divvun e Giellatekno — Infraestrutura de Tecnologia Linguística Sámi
Noruega
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A aplicação gratuita FirstVoices Keyboards, do First Peoples' Cultural Council, lançada na Colúmbia Britânica em 2016 após testes-piloto com 70 pessoas das Primeiras Nações, permite escrever no telemóvel em mais de 100 línguas indígenas do Canadá, dos EUA, da Austrália e da Nova Zelândia — permitindo, pela primeira vez, enviar mensagens, e-mails e publicações na língua materna.
Muitas línguas indígenas do Canadá utilizam carateres, diacríticos e sistemas silabáricos que os teclados padrão dos smartphones não suportam, uma barreira que há muito obrigava utilizadores das Primeiras Nações, Métis e Inuit — sobretudo jovens — a comunicar online apenas em inglês ou francês. O First Peoples' Cultural Council (FPCC), uma sociedade estatal da Colúmbia Britânica gerida por Primeiras Nações, propôs-se eliminar essa barreira ao nível do sistema operativo, em vez de aplicação a aplicação.
Desenvolvida ao longo de mais de um ano, incluindo testes-piloto com 70 pessoas das Primeiras Nações, a aplicação gratuita FirstVoices Keyboards (iOS e Android) foi lançada a 16 de maio de 2016 e anunciada pelo governo da Colúmbia Britânica a 21 de junho de 2016. Uma vez instalados, os mais de 100 teclados personalizados — que cobrem as 34 línguas vivas das Primeiras Nações e 61 dialetos das 203 comunidades da Colúmbia Britânica, além de línguas do resto do Canadá, dos Estados Unidos, da Austrália e da Nova Zelândia (incluindo o maori) — podem ser ativados em todo o sistema, permitindo escrever na própria língua em qualquer aplicação: e-mail, redes sociais ou mensagens.
Após o lançamento, o FPCC continuou a investir na infraestrutura tecnológica subjacente, em parceria com o Conselho Nacional de Investigação do Canadá para atualizar o FirstVoices Language Tutor e acrescentar software de texto preditivo e novos esquemas de teclado. Não foi encontrado nenhum estudo independente, à escala populacional, sobre a adoção ou o impacto na fluência linguística; a evidência disponível é descritiva (documentação oficial de lançamento e dados dos testes-piloto), e não uma avaliação de resultados, ainda que a abrangência linguística — sem paralelo em qualquer outra aplicação de teclado única no momento do lançamento — seja relatada de forma independente por fontes governamentais e jornalísticas.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
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