Urbanismo Social de Medellín — Teleféricos, Escadas Rolantes e Acupuntura Urbana
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Em março de 2020, o Luxemburgo tornou-se o primeiro país a abolir as tarifas em todos os comboios, elétricos e autocarros a nível nacional, uma experiência de mobilidade sem precedentes para reduzir a dependência do automóvel, embora estudos econométricos indiquem que o verdadeiro impacto na mudança modal é modesto e difícil de isolar da COVID-19.
Em 29 de fevereiro/1 de março de 2020, o Luxemburgo aboliu as tarifas em toda a sua rede de transportes públicos — comboios nacionais, autocarros (RGTR, TICE, AVL) e o elétrico da Cidade do Luxemburgo — tornando-se o primeiro país do mundo a fazê-lo a nível nacional. A medida baseou-se num sistema de transportes já subsidiado publicamente em 90–94%, e fez parte do programa do governo de coligação de 2018 para combater alguns dos piores congestionamentos automóveis da Europa e reduzir as emissões.
A avaliação é complicada pelo momento em que ocorreu: os confinamentos da COVID-19 começaram cerca de três semanas após a abolição das tarifas, suprimindo os dados de utilização a nível nacional. Uma análise econométrica revista por pares, que isolou o efeito da gratuitidade em linhas de autocarro específicas, encontrou ganhos reais mas modestos — um aumento de 12,8% na linha 215/711 e de 17,7% na linha 290/111 atribuível à política — mas concluiu que o efeito na procura global do sistema "não é mensurável", dada a interferência da COVID e os investimentos simultâneos em infraestruturas (uma extensão da linha de elétrico em dezembro de 2020 gerou, por si só, um aumento de 450% na procura nesse troço, sem relação com a gratuitidade).
Do ponto de vista orçamental, a política revelou-se pouco dispendiosa face ao orçamento dos transportes: a receita tarifária perdida foi de cerca de 41 milhões de euros por ano, aproximadamente 8% dos custos operacionais totais dos transportes na altura. O orçamento global dos transportes cresceu substancialmente desde então (de 590 milhões de euros em 2020 para cerca de 1,1 mil milhões de euros em 2025), embora isso reflita a expansão da rede e a melhoria dos serviços, e não a política de gratuitidade em si. Seis anos depois, a política continua em vigor e o governo continua a expandir a capacidade ferroviária e do elétrico em paralelo.
Várias fontes independentes alertam que a simples eliminação das tarifas não produziu uma mudança clara e mensurável a nível nacional no sentido de abandonar o automóvel — a frequência, a fiabilidade e a cobertura da rede, e não o preço, são repetidamente apontadas como os fatores dominantes na escolha do modo de transporte junto de uma população de utilizadores fortemente dependente do automóvel, muitos dos quais fazem diariamente a fronteira a partir de França, Bélgica e Alemanha. É melhor entendida como um projeto-piloto de grande visibilidade e baixo custo, com um impacto contestado e não comprovado.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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