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Boa prática Importada

Digital Matatus — Dados Abertos de Transporte para o Sistema Informal de Autocarros de Nairóbi

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Evidência: Observacional / pré-pós Top 22% 81/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

Um consórcio universitário mapeou por GPS cerca de 130 rotas informais de matatu e mais de 3.000 paragens em Nairóbi, produzindo o primeiro mapa padronizado (GTFS) de um sistema de transporte informal com 3,5 milhões de utentes diários — depois adotado pelo Google Maps e citado em investigação revista por pares.

3.5 million passengers/day
Passageiros diários de matatu
130+
Rotas mapeadas
3,000+
Paragens mapeadas
5,000+
Downloads do mapa (primeiros 6 meses) (Jan-Jul 2014)
80%
Inquiridos que anteriormente não tinham acesso a estes dados
86%
Inquiridos que afirmaram que o mapa facilitou o uso do sistema de transportes
83%
Inquiridos dispostos a experimentar rotas alternativas
Digital Matatus — Dados Abertos de Transporte para o Sistema Informal de Autocarros de Nairóbi

Detalhes

Maturidade
Em expansão
Promotor
MIT, Columbia University, University of Nairobi & Groupshot (funded by The Rockefeller Foundation)
Período
2013–2014 (mapping); data in continuous public use since
Palavras-chave
public transit, open data, civic mapping, urban mobility

Contexto

Os matatus de Nairobi — minibus privados — transportam uma estimativa de 3,5 milhões de passageiros por dia, mas antes de 2013 a rede não tinha qualquer mapa de rotas oficial — apenas o conhecimento dos condutores e das associações regia um sistema sem dados públicos.

Atividades

Em fevereiro de 2013, um consórcio formado pelo Civic Data Design Lab do MIT, pela Universidade de Columbia, pela Universidade de Nairobi e pelo estúdio de design Groupshot, financiado pela Fundação Rockefeller, enviou estudantes da Universidade de Nairobi para o terreno, munidos de telemóveis com GPS, para percorrer e registar diretamente a rede de matatus. A equipa mapeou mais de 3.000 paragens em mais de 130 rotas e converteu os dados numa versão alargada do GTFS, a primeira vez que o padrão foi adaptado a um sistema de transporte informal em qualquer parte do mundo. Um mapa geograficamente rigoroso foi divulgado em janeiro de 2014.

Resultados

O mapa registou mais de 5.000 downloads nos primeiros seis meses. Um inquérito a utilizadores realizado após o lançamento revelou que 80% dos inquiridos nunca tinham tido acesso a este tipo de dados, 86% afirmaram que o mapa facilitou a utilização do sistema de transportes e 83% disseram que, por causa dele, experimentariam rotas alternativas. O conjunto de dados foi integrado no Google Maps — o primeiro sistema de transporte informal do mundo a ser incluído — e já alimentou pelo menos cinco aplicações de transporte de Nairobi, bem como o planeamento da rede de Autocarros de Trânsito Rápido (BRT) da cidade. A metodologia foi publicada num artigo revisto por pares na Journal of Transport Geography (2015).

Conclusões

A principal limitação é a durabilidade: por se tratar de um projeto de investigação financiado por subvenção e não de uma instituição permanente, a manutenção contínua e a periodicidade de atualização do conjunto de dados dependem de financiamento subsequente e de custódia local, e não de um orçamento operacional garantido.

Implementação

Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — Grant-funded mapping exercise using existing GPS-enabled phones and university student fieldworkers; funded by The Rockefeller Foundation as a research project rather than a dedicated capital programme.
Tempo até resultados
Curto (< 1 ano) — GPS field mapping began February 2013; the standardised GTFS map was released in January 2014, roughly one year from field data collection to public map.
Equipa e competências
University of Nairobi student fieldworkers (GPS mapping), MIT Civic Data Design Lab researchers, Columbia University researchers, Groupshot design studio

Condições de sucesso

  • Rockefeller Foundation funding to cover consortium costs
  • University partnership providing local fieldworkers with contextual knowledge
  • Adoption of an extendable open standard (GTFS) enabling downstream reuse by Google Maps and third-party apps

Modos de falha comuns

  • No standing institution to maintain/update the dataset after the initial mapping grant ended
  • Ongoing update cadence depends on follow-on funding rather than a guaranteed operating budget

Onde se enquadra

Tipo de governação
university-NGO consortium (non-governmental)
Escala
citywide (Nairobi)
Nível de rendimento
low/middle-income

Habitualmente financiado por

Philanthropic / foundation funding

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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