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Um projeto financiado pelo GEF com 3,5 milhões de dólares (2012–2018) formou mais de 5.000 pessoas em gestão integrada do fogo em quatro comunidades do Cabo Ocidental, no hotspot de biodiversidade fynbos, dependente do fogo; o coordenador passou depois a dirigir trabalho de risco de incêndio financiado pelo setor segurador até 2020.
O Projeto de Fogo do Fynbos do GEF foi uma iniciativa de 3,5 milhões de dólares financiada pelo Fundo Especial para as Alterações Climáticas do Fundo para o Ambiente Mundial (GEF), decorrendo entre 2012 e abril de 2018, gerida pelo PNUD e implementada pela ONG Landworks através do Departamento de Assuntos Ambientais da África do Sul, trabalhando em quatro comunidades rurais do bioma fynbos (Goedverwacht, Kranshoek, Sir Lowry's Pass Village, Clarkson), no âmbito do programa nacional 'Working on Fire'.
O projeto visava reforçar a capacidade de gestão integrada do fogo no bioma fynbos, dependente do fogo, na Região Florística do Cabo, onde alterações na frequência e intensidade dos incêndios induzidas pelas alterações climáticas ameaçam tanto a biodiversidade — já que o fynbos precisa de queimadas periódicas para regenerar — como o património.
O projeto realizou formação em gestão integrada do fogo, abrangendo ecologia do fogo, comportamento do fogo, avaliação de risco de incêndio e aplicação de queimadas prescritas, alcançando mais de 5 000 pessoas nas quatro comunidades-alvo, no bioma fynbos de cerca de 46 000 km², que alberga quase um quinto das espécies de plantas conhecidas em África.
Mais de 5 000 pessoas foram formadas em gestão integrada do fogo. Após o términus da fase financiada pelo GEF, o coordenador principal do projeto passou a implementar projetos de redução do risco de incêndio para a Associação Sul-Africana de Seguradoras até 2020, assumindo depois a gestão da Western Cape Fire Protection Association.
Nenhuma das fontes reporta dados quantificados sobre resultados de incêndios — não é apresentada qualquer alteração medida na frequência de incêndios, área ardida ou recuperação da biodiversidade; a evidência mais forte é institucional (continuidade de financiamento, resultado formal de formação e uma transição documentada de financiamento público para financiamento do setor segurador), e não evidência de impacto ecológico.
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