Projeto Fynbos Fire do GEF — Gestão Integrada do Fogo na Região Florística do Cabo, África do Sul
África do Sul
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Um fundo fiduciário de conservação trilateral financia o combate à caça furtiva e a gestão de áreas protegidas em 4,4 milhões de hectares de floresta tropical da Bacia do Congo, partilhada pela República Centro-Africana, Camarões e Congo, com um capital reportado em 67,5 milhões de euros em janeiro de 2020.
A paisagem do Sangha Tri-Nacional (TNS) estende-se por 4,4 milhões de hectares de floresta tropical contígua entre o Parque Nacional de Lobéké, nos Camarões, as Áreas Protegidas de Dzanga-Sangha, na República Centro-Africana, e o Parque Nacional de Nouabalé-Ndoki, na República do Congo — a primeira paisagem de conservação transfronteiriça formalmente reconhecida na Bacia do Congo, ao abrigo de um tratado trilateral assinado pelos três governos em dezembro de 2000. Em 2007, os três governos e doadores, incluindo o KfW, a Agence Française de Développement, a UE, a WWF e a Wildlife Conservation Society, criaram a Fondation pour le Tri-National de la Sangha (FTNS), um fundo fiduciário de conservação regido pelo direito inglês.
O fundo da FTNS, capitalizado a partir de 2010, fornece financiamento de longo prazo e não consignado para a gestão dos parques, uma Brigada Antifurtivismo conjunta e transfronteiriça, e o eco-desenvolvimento para as cerca de 55.000 pessoas (cerca de 90% bantus, 10% indígenas) que vivem na periferia da paisagem.
A avaliação do World Heritage Outlook da IUCN reporta o fundo da FTNS em 67,5 milhões de euros em janeiro de 2020, e relatórios do GEF descrevem que o desembolso anual do fundo às três áreas protegidas cresceu de menos de 500.000 euros em 2016 para mais de 1,5 milhões de euros em 2020, cerca de 1,8 milhões de euros por ano nos níveis mais recentes. O KfW realizou uma avaliação ex-post independente do fundo em 2018.
Os valores de capital publicados para a FTNS variam entre anos de avaliação e fontes — o mesmo dossiê da IUCN cita noutro ponto um valor de capital atual inferior, de cerca de 20 milhões de euros — pelo que a dimensão exata do fundo deve ser considerada aproximada. Sendo um fundo fiduciário de financiamento da conservação e não um regime de pagamento direto por serviços de ecossistema, a FTNS não publica métricas de sequestro de carbono ou de resultados em água/solo; o seu impacto mais claramente evidenciado situa-se na proteção da biodiversidade e na governação institucional.
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