evidoria

← Voltar à navegação

Boa prática Importada

Lei Gana sobre Ação Afirmativa (Equidade de Género), 2024 (Lei 1121) — Quotas de Representação Obrigatórias nos Setores Público e Privado

Gana · Accra · Ver o perfil de Gana · Ver o perfil de Accra

Evidência: Descritivo / autorreportado Top 67% 52/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

Aprovada por unanimidade pelo Parlamento do Gana a 30 de julho de 2024 e promulgada a 11 de setembro de 2024, a Lei 1121 impõe um mínimo de 30% de representação feminina em todos os órgãos de decisão até 2026, aumentando para 50% até 2034, abrangendo instituições públicas, partidos políticos e o setor privado. No início de 2025, as mulheres representavam 23,21% das nomeações governamentais (confirmado no Discurso do Estado da Nação); um Comité de Equidade de Género foi criado em julho de 2025. Marco histórico: a primeira lei deste tipo na África Ocidental, aprovada após mais de 30 anos de advocacia.

23.21%
Mulheres em nomeações governamentais (2025)
45 of 275 seats (~16%)
Lugares de mulheres na Assembleia Nacional (após as eleições de 2024) (2024)

Detalhes

Maturidade
Piloto
Promotor
Parliament of Ghana / Ministry of Gender, Children and Social Protection
Período
2024–present
Palavras-chave
government, legislation, affirmative action, gender equity

Contexto

O Gana tinha um dos níveis mais baixos de regulamentação formal da representação de género na África Ocidental, apesar de mais de três décadas de defesa sustentada por parte da sociedade civil de uma lei de ação afirmativa. A representação das mulheres no governo e no parlamento tem historicamente ficado aquém, situando-se a representação parlamentar em cerca de 16% (45 de 275 lugares) após as eleições de 2024.

Objetivos

A Lei de Ação Afirmativa (Equidade de Género) de 2024 (Lei 1121) fixa metas progressivas de representação: um mínimo de 30% de representação feminina em todos os órgãos de decisão — incluindo o parlamento, o governo, as instituições públicas, o serviço diplomático e as empresas cotadas do setor privado — até 2026, subindo para 35% até 2028 e 50% até 2034. Todas as instituições públicas e privadas são obrigadas a adotar uma política e um plano de equidade de género no prazo de 12 meses após a entrada em vigor da lei.

Atividades

A lei foi aprovada por unanimidade pelo Parlamento do Gana em 30 de julho de 2024 e recebeu a sanção presidencial em 11 de setembro de 2024, entrando em vigor no mesmo dia. Cria um Comité de Equidade de Género (GEC) de 13 membros, sob a alçada do Ministério do Género, da Criança e da Proteção Social, criado em julho de 2025, encarregado de monitorizar o cumprimento, analisar relatórios institucionais anuais e aconselhar sobre orientações de política. Exige também que as instituições públicas orcem explicitamente para programas de igualdade de género e prevê recurso legal para vítimas de discriminação baseada no género.

Resultados

A evidência inicial de implementação é modesta, mas real. No seu discurso sobre o Estado da Nação de 2025, o Presidente John Dramani Mahama confirmou que as mulheres constituem 23,21% de todas as nomeações governamentais — aproximando-se, mas ainda aquém, da meta de 30% da primeira fase. A representação parlamentar feminina situa-se em cerca de 16% (45 de 275 lugares após as eleições de 2024), servindo de base para medir progressos futuros.

Conclusões

A lei tem menos de dois anos e a maioria dos prazos de cumprimento situa-se entre 2026 e 2034, pelo que a evidência sobre a sua eficácia e impacto só se irá acumular nos próximos anos. A prática destaca-se pela sua importância histórica — a primeira lei de ação afirmativa com quotas obrigatórias de representação de género na África Ocidental, após mais de 30 anos de ativismo — e pelo seu potencial como modelo regional, mais do que por resultados já demonstrados.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €)
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — Passed 30 July 2024, assented 11 September 2024; phased targets: 30% by 2026, 35% by 2028, 50% by 2034.
Equipa e competências
Overseen by a 13-member Gender Equity Committee (GEC) established in July 2025 under the Ministry of Gender, Children and Social Protection, responsible for monitoring compliance and reviewing annual institutional reports.

Condições de sucesso

  • Unanimous parliamentary passage and presidential assent, following 30+ years of sustained civil-society advocacy.
  • Mandatory gender equity policies and budget allocations required of all public and private institutions within 12 months of the Act coming into force.
  • Legal recourse provided for victims of gender-based discrimination.

Modos de falha comuns

  • As of the 2025 State of the Nation Address, government appointments (23.21%) and parliamentary representation (~16%) both remain below the Act's 30% first-phase target due in 2026, indicating compliance is not yet on track.

Onde se enquadra

Tipo de governação
national legislation
Escala
national (Ghana)
Nível de rendimento
lower-middle-income

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Práticas semelhantes que podem ser úteis