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Good practice

Programa Telefone da Aldeia da Grameen Bank

Bangladesh · Dhaka · Ver o perfil de Bangladesh

O Grameen Bank financiou mulheres rurais para comprarem telemóveis por microcrédito e revenderem chamadas às aldeias. Em 2006, o modelo já contava 278.570 operadoras em 34 zonas, reduzindo custos de comunicação e elevando rendimentos acima da média nacional.

278570 phones
Telefones de aldeia financiados (by end of 2006)
2188 branches
Agências abrangidas (2006)
34 zones
Zonas abrangidas (2006)
2.64%–9.8% % of mean monthly household income
Excedente do consumidor numa chamada aldeia-Dhaka
~14,400 taka (~US$300)
Rendimento médio anual da operadora (per year)
Programa Telefone da Aldeia da Grameen Bank

Detalhes

Maturidade
Discontinued
Promotor
Grameen Bank / Grameen Telecom (Grameenphone)
Período
1997-2011
Palavras-chave
telecommunications, rural connectivity, microfinance, women's economic empowerment

Contexto

Lançado em 1997 pelo Grameen Bank e pela Grameen Telecom/Grameenphone na Bangladesh rural, o programa Village Phone alargou o acesso às telecomunicações através de um modelo de micro-franquia: mulheres operadoras compravam um telemóvel através de microcrédito e revendiam o acesso por chamada a outros aldeões que, de outra forma, não teriam acesso a telefone.

Objetivos

O programa visava levar telecomunicações a comunidades rurais sem ligação, criando simultaneamente uma micro-empresa geradora de rendimento viável para mulheres.

Atividades

O Grameen Bank financiava a compra de telemóveis através de empréstimos de microcrédito a mulheres, que passavam a operar como fornecedoras de telefone público ao nível da aldeia, revendendo chamadas aos vizinhos.

Resultados

Até ao final de 2006, o Grameen Bank tinha financiado 278 570 Village Phones em 2188 agências e 34 zonas em todo o país. Uma análise económica independente concluiu que o excedente do consumidor numa única chamada de uma aldeia para Dhaka — substituindo uma deslocação física — variava entre 2,64% e 9,8% do rendimento médio mensal do agregado familiar, e que as operadoras ganhavam, em média, cerca de 14 400 taka (aproximadamente 300 dólares) por ano, acima do rendimento per capita nacional da época.

Conclusões

O programa é amplamente reconhecido por ter sido pioneiro no modelo de micro-empresa de acesso partilhado da 'senhora do telefone', posteriormente replicado como o Village Phone da MTN no Uganda e no Ruanda. No entanto, à medida que a posse individual de telemóveis se expandiu ao longo dos anos 2000, o modelo de negócio do telefone partilhado tornou-se progressivamente menos viável, e o programa foi-se extinguindo até ao início da década de 2010 — um caso instrutivo de um projeto-piloto bem-sucedido ultrapassado pelo próprio crescimento da conetividade que ajudou a impulsionar.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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