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Singapura
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O programa Greening Soweto, de Joanesburgo, plantou 200 mil árvores até 2010 para corrigir a desigualdade de cobertura arbórea herdada do apartheid. Um levantamento de campo independente em 2018 encontrou apenas 43% de sobrevivência, levando a novas diretrizes de plantio — um dos raros dados verificados numa cidade cuja alegação de 'maior floresta urbana do mundo' carece de suporte.
O desenvolvimento urbano de Joanesburgo durante o apartheid deixou a cidade com um norte fortemente arborizado e mais rico, e um sul muito menos arborizado, onde se concentravam bairros como o Soweto. Em 2006, a Cidade de Joanesburgo e a Johannesburg City Parks and Zoo (JCPZ) lançaram o programa “Greening Soweto”, com o objetivo de plantar 200 mil árvores — predominantemente espécies indígenas — como árvores de arruamento e de parque, para corrigir esta “divisão verde” antes do Campeonato do Mundo de Futebol de 2010.
A JCPZ relata que a meta de plantio de 200 mil árvores foi atingida até ao final de 2010. Uma avaliação de campo independente realizada em 2018 (Universidade da África do Sul) inspecionou as árvores plantadas e encontrou uma taxa de sobrevivência de apenas 43,46%, identificando treze espécies indígenas ainda presentes, associando os resultados ao método de plantio (torrão e serapilheira versus raíz nua), à visível base do tronco, à cobertura com mulch e ao acompanhamento do estado das árvores após a plantação.
A avaliação recomendou explicitamente novas diretrizes de plantação e manutenção para melhorar a sobrevivência futura, sendo esta baixa taxa de sobrevivência um dos raros dados verificados de forma independente numa cidade onde as estimativas do número de árvores são, de resto, inconsistentes: a JCPZ e outras fontes municipais já citaram valores entre cerca de 6 milhões e mais de 10 milhões de árvores em toda a cidade, sem um inventário público unificado, e a alegação popular de que Joanesburgo é a “maior floresta urbana artificial do mundo” foi analisada e considerada sem suporte em evidências fiáveis (verificação de factos da Africa Check).
O Greening Soweto ilustra simultaneamente um reinvestimento real numa área historicamente pouco arborizada e a lacuna de governação entre a plantação e a gestão de longo prazo — a meta numérica foi cumprida, mas quase seis em cada dez árvores plantadas não sobreviveram até ao levantamento de 2018, uma insuficiência que não seria publicamente conhecida sem o acompanhamento académico independente.
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