Em 2016, o Comité Popular de Hanói, então presidido por Nguyễn Đức Chung, fixou a meta de plantar um milhão de novas árvores de rua e de parque até 2020, para reduzir a poluição do ar, o ruído e o calor, e substituir árvores de rua envelhecidas e doentes, muitas das quais tinham caído durante tempestades.
Foram plantadas novas espécies — incluindo jacarandá, amendoeira-de-Madagáscar, tamareira e ácer — ao longo de ruas principais como Láng, Hoàng Diệu, Võ Chí Công, Văn Cao e Hoàng Quốc Việt. A meta de um milhão foi declarada cumprida em dezembro de 2018, dois anos antes do previsto.
No final do período de cinco anos (2016–2020), a cidade reportou mais de 1,6 milhões de árvores plantadas no total — cerca de 60% acima da meta original — incluindo aproximadamente 600.000 apenas em 2019–2020. As autoridades municipais afirmaram que o ritmo de plantação foi 40 a 50 vezes superior ao dos anos anteriores, citando redução de ruído e melhoria do microclima ao longo dos corredores plantados.
Em 2020, as autoridades vietnamitas abriram uma investigação por corrupção sobre irregularidades em contratos de plantação de árvores e obras públicas associadas ao programa; Nguyễn Đức Chung foi posteriormente afastado do cargo e processado por acusações de corrupção distintas, e comentários locais passaram a questionar as motivações por trás de aspetos da campanha. O episódio é um lembrete de que um número ambicioso de árvores plantadas não demonstra, por si só, uma boa governação do programa.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.