Bájale al Acoso — Denúncia Gratuita por SMS de Assédio nos Transportes Públicos de Quito
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Desde dezembro de 2010, a ONG cairota HarassMap permite denunciar assédio sexual por SMS, web ou redes sociais num mapa público, enviando depois voluntários para recrutar lojas, universidades e empresas para uma rede de 'Zonas Seguras' de tolerância zero no Egito.
A HarassMap foi fundada no Cairo em dezembro de 2010 por Rebecca Chiao, Engy Ghozlan, Amel Fahmy e Sawsan Gad como resposta voluntária ao assédio sexual de rua endémico no Egito. Qualquer pessoa pode submeter uma denúncia de assédio por SMS, formulário web, e-mail ou redes sociais; a HarassMap verifica cada denúncia antes de a colocar, de forma anónima, num mapa público de ocorrências.
Os dados do mapeamento alimentam um programa offline de 'Zonas Seguras': voluntários visitam os pontos críticos e trabalham com lojistas, porteiros, universidades e empresas para adotarem uma política de tolerância zero — comprometendo-se a intervir e a impor consequências sociais quando ocorre assédio nas proximidades. A HarassMap não afirma que as suas Zonas Seguras estejam livres de assédio; o modelo é, explicitamente, que o assédio encontrará uma resposta social visível em vez de silêncio.
O estudo da própria organização em 2014, 'Towards a Safer City: Sexual Harassment in Greater Cairo', analisou cerca de 1.470 denúncias colaborativas (em árabe e inglês) através de modelação de tópicos, concluindo que o assédio se concentra nas ruas e nos transportes e está associado sobretudo a medo, raiva e tristeza nos relatos das vítimas — uma evidência sobre a natureza do problema, não uma medição antes/depois do efeito do programa nas taxas de assédio. A HarassMap venceu o World Summit Youth Award de 2011 e o prémio 'Best of Blogs' da Deutsche Welle em 2012 para Melhor Uso da Tecnologia para o Bem Social, e o seu modelo terá sido referenciado ou adaptado por grupos da sociedade civil noutros países, embora não exista qualquer avaliação independente e controlada do seu efeito na prevalência do assédio. Continua ativa em 2026.
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