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Boa prática Importada

EVAAS no distrito escolar de Houston — um tribunal conclui que os professores não tinham forma real de verificar o veredicto de um algoritmo

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O distrito escolar de Houston usou as pontuações de valor acrescentado EVAAS, proprietárias da SAS, para avaliar e despedir professores. Uma decisão federal de 2017 concluiu que os professores não as podiam verificar; o distrito fez um acordo e deixou de as usar para despedimentos.

Detalhes

Promotor
Houston Independent School District; Houston Federation of Teachers; SAS Institute (vendor)
Período
2012-2017
Palavras-chave
education administration, teacher evaluation, value-added model, due process, algorithmic accountability

Descrição

A partir de 2012, o distrito escolar de Houston (mais de 215 000 alunos, 283 escolas) usou o EVAAS, um modelo proprietário de valor acrescentado da SAS Institute, para classificar professores, e fixou como meta despedir 85% dos professores avaliados como ineficazes. A SAS tratava o algoritmo como segredo comercial, pelo que nem o distrito nem os professores podiam reproduzir uma pontuação para a verificar.
A Federação de Professores de Houston e vários professores intentaram uma ação em 2014. A 4 de maio de 2017, o juiz Stephen Smith rejeitou as alegações de violação substantiva do devido processo, por o sindicato não ter demonstrado que o sistema fosse inconstitucionalmente vago ou sem ligação racional aos objetivos do distrito, mas deixou prosseguir a alegação de violação processual. O comunicado do sindicato cita a decisão: os professores «não tinham forma significativa de garantir o cálculo correto das suas pontuações EVAAS». O juiz escreveu que «os algoritmos são criações humanas e estão sujeitos a erro como qualquer outra atividade humana». O distrito terminara o contrato com a SAS em 2016, mas o tribunal entendeu que isso não extinguia o processo.
Em outubro de 2017 o distrito fez um acordo: comprometeu-se a não usar pontuações de valor acrescentado para despedir um professor enquanto este não as puder testar ou contestar de forma independente, a restringir o uso destas medidas, a criar um painel consultivo sobre avaliação e a pagar 237 000 dólares em custas. O presidente do sindicato afirmou que, na prática, o acordo acaba com os despedimentos baseados em valor acrescentado em Houston, porque nenhum fornecedor cumpriria o padrão de devido processo fixado pelo tribunal.
O que mostra: é um caso de alerta, testado em tribunal, e não uma história de sucesso. As fontes não documentam qualquer melhoria medida do ensino ou do valor público; a lição é que decisões públicas de alto impacto assentes numa pontuação que os afetados não conseguem reproduzir nem contestar ficam sujeitas a impugnação. As fontes são a imprensa judicial e o comunicado do sindicato, pelo que o enquadramento dos autores deve ser lido com essa ressalva.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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