Uma equipa do Stanford RegLab (Elzayn, Smith, Hertz, Ramesh, Fisher, Ho, Goldin), com dados do IRS, concluiu que, embora o IRS não registe nem use a raça na seleção de auditorias, os contribuintes negros eram auditados 2,9 a 4,7 vezes mais do que os não negros. Como a raça não é observada, os autores usaram um método de identificação parcial para delimitar a estimativa.
A disparidade foi atribuída sobretudo a auditorias a beneficiários do Earned Income Tax Credit e a algoritmos de seleção calibrados para a probabilidade de encontrar qualquer subdeclaração, e não para a sua dimensão. Os autores não encontraram indícios de que os contribuintes negros cumpram menos; uma abordagem centrada na dimensão aproximaria muito as taxas do valor de referência.
Numa carta ao Congresso em maio de 2023, o Comissário Danny Werfel afirmou que uma análise interna inicial apoiava a conclusão do estudo, tornou a avaliação dos algoritmos de seleção do EITC uma prioridade e comprometeu-se a alterações antes da época de entrega seguinte. O artigo foi depois publicado no Quarterly Journal of Economics. Não se encontraram dados publicados sobre o efeito das alterações posteriores; trata-se, por isso, de um caso documentado de auditoria e confirmação, não de uma solução comprovada.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.