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Terraços de Arroz Subak de Jatiluwih — Partilha de Receitas Turísticas numa Paisagem Cultural da UNESCO (Indonésia)

Indonésia · Jatiluwih, Tabanan · Ver o perfil de Indonésia

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As receitas dos bilhetes de entrada nos terraços de arroz de Jatiluwih, classificados pela UNESCO, são divididas entre o governo distrital e duas aldeias tradicionais para financiar a manutenção da irrigação subak, mas relatos mostram que os agricultores raramente veem essa parte.

Terraços de Arroz Subak de Jatiluwih — Partilha de Receitas Turísticas numa Paisagem Cultural da UNESCO (Indonésia)

Detalhes

Promotor
Tabanan Regency Government / Desa Adat Jatiluwih / Subak Jatiluwih
Período
2012-present (UNESCO inscription 2012)
Palavras-chave
agriculture, irrigation, cultural landscape, tourism

Descrição

Jatiluwih, no distrito de Tabanan, Bali, faz parte da "Paisagem Cultural da Província de Bali", inscrita pela UNESCO em 2012 como manifestação da filosofia Tri Hita Karana expressa através do subak — as cooperativas comunitárias de irrigação de Bali, ligadas aos templos. Os terraços de Jatiluwih ocupam cerca de 600 hectares e são irrigados pelo Subak Jatiluwih, cujos membros regulam a partilha da água através de açudes (empelan), túneis e canais (telabah), segundo regras consuetudinárias e não apenas técnicas.

A aldeia cobra aos turistas uma taxa de entrada para visitar os terraços, e a imprensa regional balinesa (Bali Tribune) descreve os fundos recolhidos como sendo divididos, aproximadamente, em 35% para a desa dinas (aldeia administrativa), 39% para a Desa Adat Jatiluwih (aldeia consuetudinária) e 26% para a Desa Adat Gunung Sari, com a intenção declarada de que o dinheiro regresse à manutenção da irrigação subak, ao apoio à produção agrícola e ao bem-estar dos agricultores. Um relato académico distinto do esquema (Prasiasa & Widari, 2019, Journal of Asian Development) descreve uma repartição diferente da receita bruta — 20% para salários, e o restante dividido a meias entre o governo distrital de Tabanan e a administração da aldeia — com uma receita anual pré-pandemia estimada em cerca de 10,8 mil milhões de rupias, que caiu 78% para cerca de 2,35 mil milhões de rupias durante a quebra provocada pela COVID-19.

Este é um caso de alerta genuíno: reportagens independentes (Teropong News, e a reportagem "Subak Jatiluwih, Warisan dalam Ancaman" / "Subak Jatiluwih, Património em Ameaça", da BaleBengong) documentam agricultores subak a afirmar que "nunca tiveram uma parte do bilhete turístico" e que são "apenas espetadores", enquanto os canais de irrigação se deterioram devido a deslizamentos de terras e à idade das infraestruturas. Tanto os números da repartição de receitas como as queixas dos agricultores coexistem nos registos, sugerindo que a parte nominalmente destinada à manutenção da irrigação não está a chegar de forma fiável aos agricultores que mantêm os terraços no dia a dia, mesmo com operadores turísticos a reportar um crescimento de receitas de 20-40% desde a classificação pela UNESCO.

Como prática baseada na natureza e ligada ao património cultural, Jatiluwih demonstra um modelo real e duradouro de financiamento por via do turismo para uma paisagem agrícola viva, mas a evidência disponível é mista e não tranquilizadora: existem percentagens formais de partilha de receitas no papel, mas a degradação da infraestrutura física e a exclusão dos agricultores estão documentadas no mesmo período, e não foi encontrada, nas fontes analisadas, nenhuma auditoria independente sobre o destino real do dinheiro.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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