Centros Spynka - Creches Gratuitas que Permitem a Mães Refugiadas Ucranianas Trabalhar e Estudar
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O Acordo UE-Jordânia de 2016 ligou preferências comerciais ao emprego de refugiados sírios, mas só 5% das autorizações de trabalho têxtil foram para mulheres. Transporte da OIT e uma creche financiada pela UE (de 32 para 184 crianças) em Al-Dhulayl mostram como resolver isso.
O Acordo da Jordânia de 2016 foi um pacto de comércio por emprego entre a UE e a Jordânia: os doadores prometeram 1,7 mil milhões de dólares em financiamento em troca de 200 mil empregos para refugiados sírios, com fábricas têxteis a receberem acesso livre de tarifas ao mercado da UE se pelo menos 15% da sua força de trabalho fosse síria. As fábricas têxteis, que empregam muitas mulheres, foram apresentadas como um canal-chave para recrutar mulheres sírias.
Os primeiros resultados revelaram uma lacuna de género que o desenho do Acordo não tinha resolvido. No final de 2016, o projeto-piloto principal tinha recrutado apenas 30 sírios; a Jerash Garments, uma das primeiras empresas aderentes, empregava apenas 22 trabalhadores sírios entre 2.800 funcionários. Criticamente, apenas 5% das autorizações de trabalho emitidas ao abrigo do Acordo foram atribuídas a mulheres, mesmo sendo elas o alvo pretendido de recrutamento nas fábricas têxteis. Inquéritos mostraram que 57% das mulheres refugiadas sírias queriam trabalhar mas não procuravam emprego, citando deslocações longas até zonas industriais isoladas no deserto, preocupações de segurança e assédio, desaprovação dos maridos, salários de cerca de 190 dinares jordanos por mês e falta de creches.
O programa Better Work Jordan da Organização Internacional do Trabalho (OIT) respondeu abordando diretamente a barreira da mobilidade: o transporte do campo de refugiados de Zaatari até aos autocarros das fábricas ajudou a colocar 165 mulheres do campo entre 347 refugiados sírios contratados, contribuindo para cerca de 1.800 colocações no setor têxtil dentro de um total de 2.300 colocações alcançadas em vários setores através de onze centros de emprego da OIT.
Em julho de 2025, a OIT, a Associação de Exportadores de Vestuário e Têxteis da Jordânia (JGATE) e o Ministério do Desenvolvimento Social da Jordânia, com financiamento da União Europeia no âmbito de um programa intitulado "Rumo a um sistema nacional de proteção social inclusivo e à aceleração de oportunidades de trabalho digno para sírios e jordanos vulneráveis", renovaram e expandiram uma creche na Zona Industrial de Al-Dhulayl, aumentando a sua capacidade de 32 para 184 crianças de trabalhadores têxteis.
O caso ilustra de forma honesta que as quotas de emprego ligadas ao comércio, por si só, não garantem resultados de igualdade de género: foram necessários anos de investimento adicional e específico em creches e transporte para começar a corrigir uma lacuna que o desenho original do Acordo deixou em grande parte por resolver, e os dados nacionais sobre a percentagem de mulheres nas autorizações de trabalho sugerem que a lacuna está apenas parcialmente fechada.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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