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Jóvenes en Acción — O Modelo Colombiano de Formação com Estágio, Pago Apenas Após Conclusão, para Jovens Excluídos

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O programa colombiano Jóvenes en Acción só pagava às instituições quando jovens pobres e desempregados (18–25 anos) concluíam formação em sala e um estágio. Avaliação aleatória de ~80 mil participantes: mulheres ganharam mais 19,6% e tinham mais 6,8pp de emprego formal.

Jóvenes en Acción — O Modelo Colombiano de Formação com Estágio, Pago Apenas Após Conclusão, para Jovens Excluídos

Detalhes

Promotor
Government of Colombia (Red de Apoyo Social) with private training institutions
Período
2001–2005 (evaluated cohort); later phases continued
Palavras-chave
youth employment, vocational training, active labour market policy

Descrição

O Jóvenes en Acción ("Jovens em Ação") foi lançado pelo governo colombiano em 2001 para combater o desemprego jovem nos agregados familiares mais pobres (níveis 1 e 2 do SISBEN). Jovens desempregados entre os 18 e os 25 anos nas sete maiores cidades candidatavam-se a um número limitado de vagas; como a procura excedia a oferta, as vagas eram atribuídas por sorteio entre os candidatos elegíveis. Os participantes selecionados entravam num modelo orientado pela procura: instituições de formação privadas desenhavam cursos vocacionais curtos (cerca de três meses) ajustados às necessidades do mercado de trabalho local, seguidos de um estágio de mais três meses em empresas do setor formal, que as próprias instituições tinham de angariar. As instituições só eram pagas depois de concluídas tanto a fase de sala de aula como a de estágio, alinhando os seus incentivos com a colocação real e não com a mera presença.
Como o acesso era atribuído por sorteio dentro de um grupo maior de candidatos, Attanasio, Kugler e Meghir (2011, American Economic Journal: Applied Economics) puderam avaliar o programa como um ensaio controlado e aleatorizado, abrangendo cerca de 80 mil participantes das coortes de 2002-2005. As mulheres a quem foi oferecida formação passaram a ganhar mais 19,6% e tinham mais 6,8 pontos percentuais de probabilidade de ter um emprego remunerado no setor formal do que as mulheres do grupo de controlo; os homens registaram melhor qualidade do emprego (formalidade, formação no posto de trabalho, dimensão da empresa), mas sem ganho salarial significativo. Um acompanhamento de longo prazo posterior (Kugler, Kugler, Saavedra e Prada, NBER Working Paper 21390) constatou que os ganhos — sobretudo para as mulheres — se mantinham muito para além da janela inicial pós-programa, com benefícios que superavam os custos do programa.
O desenho — acesso por sorteio, concorrência entre prestadores privados, pagamento por conclusão e estágio obrigatório em empresa — foi desde então replicado por programas "Jóvenes" semelhantes em toda a América Latina (incluindo a República Dominicana, o Peru e a Argentina), tornando-o num dos modelos de política ativa de mercado de trabalho mais replicados da região e um modelo para cidades que queiram construir percursos de formação orientados pela procura e ligados a empregadores, em vez de dependerem apenas de cursos de sala de aula orientados pela oferta.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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