Predator Free Pacific — Erradicação de Ratos Invasores em Nukufetau e Funafuti (Tuvalu)
Tuvalu
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Desde a erradicação de coelhos no ilhéu de Santa Clara em 2002-03, o CONAF chileno e parceiros de ONGs têm removido mamíferos invasores em todo o Arquipélago de Juan Fernández; os pares de fura-bucho-de-pés-rosados aumentaram cerca de 40% em três anos, mas o beija-flor endémico de Juan Fernández continua Criticamente Ameaçado, e um plano nacional de restauração ainda carece de financiamento assegurado.
O arquipélago de Juan Fernández (ilhas Robinson Crusoe, Alejandro Selkirk e Santa Clara), a cerca de 700 km da costa do Chile, é uma Reserva da Biosfera da UNESCO que alberga uma das maiores concentrações mundiais de plantas endémicas por unidade de área, além do beija-flor Juan Fernández firecrown, Criticamente Ameaçado e endémico do local. Caprinos, coelhos, ratos e coatis introduzidos têm causado uma perda extensa de habitat desde a época colonial.
O objetivo do programa é erradicar espécies invasoras e restaurar o habitat da flora e fauna nativas, em particular para o beija-flor firecrown.
A CONAF, agência florestal e de parques nacional do Chile, declarou o ilhéu de Santa Clara livre de coelhos em 2003, após uma campanha de caça em massa e uso controlado de veneno em 2002-03 — a primeira erradicação completa de coelhos numa ilha chilena. Na Ilha Robinson Crusoe, a CONAF associou-se à Oikonos Ecosystem Knowledge e à Darwin Initiative/Defra do Reino Unido (2015-2018) para a restauração da flora nativa, além de uma vedação de exclusão de mamíferos invasores em Piedra Agujereada (3,3 ha, construída em 2012, redesenhada em 2020); a Island Conservation e a Universidad de Concepción apoiaram um trabalho de monitorização mais amplo, e o Ministério do Ambiente do Chile aprovou em 2026 um plano nacional de restauração (RECOGE).
Os pares reprodutores da pardela-de-patas-rosadas em Santa Clara aumentaram cerca de 40% nos três anos seguintes à erradicação dos coelhos. O projeto de restauração da flora visa a recuperação a longo prazo do habitat de 108 espécies vegetais nativas ameaçadas ou raras (14 com menos de 10 indivíduos selvagens conhecidos), com 1 ha inicial em restauração ativa e uma meta de cerca de 3.000 ha até 2033.
Este continua a ser tanto um caso de advertência como uma história de sucesso: os ratos não são abordados pelo atual desenho da vedação de exclusão, e os danos causados pelo gado continuam fora das áreas vedadas; o firecrown permanece Criticamente Ameaçado, com estimativas populacionais que variam de forma inconsistente entre menos de 1.000 e 3.500 indivíduos, sem recuperação confirmada documentada; o plano nacional de restauração RECOGE, aprovado em 2026, ainda não está totalmente financiado.
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