Irlanda: Regime Agro-Climático e Rural (ACRES)
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Quase 60 mil pequenos agricultores da bacia do Lago Vitória, no oeste do Quénia, adotaram práticas sustentáveis de gestão do solo verificadas segundo o Verified Carbon Standard, gerando os primeiros créditos certificados de carbono do solo em África (24 788 tCO2e). Uma análise independente do IATP concluiu que os custos de transação absorveram a maior parte da receita prevista, deixando pouco dinheiro para os agricultores.
Lançado em 2009 pela ONG sueca Vi Agroforestry, com o apoio do BioCarbon Fund do Banco Mundial, o Kenya Agricultural Carbon Project (KACP) foi uma das primeiras tentativas, em qualquer parte do mundo, de transformar a Gestão Sustentável da Terra Agrícola (SALM) de pequenos agricultores — cultivo de cobertura, agrofloresta, lavoura reduzida, uso de composto — em créditos de carbono do solo certificados e transacionáveis.
Organizar pequenos agricultores da bacia queniana do Lago Vitória em grupos cujos ganhos agregados de carbono orgânico do solo, resultantes das práticas SALM, pudessem ser medidos, certificados e monetizados.
Cerca de 60.000 agricultores, com parcelas geralmente inferiores a 2,5 hectares, distribuídos por cerca de 45.000 hectares, adotaram práticas SALM; em 2011, o Banco Mundial aprovou uma nova metodologia do Verified Carbon Standard (VCS) para carbono do solo de pequenos agricultores, especificamente para acomodar este projeto.
O KACP emitiu os primeiros créditos de carbono do solo certificados de África — 24.788 toneladas de CO2 equivalente sequestradas no solo e nas árvores — e a Vi Agroforestry/o Banco Mundial reportaram que os agricultores participantes registaram aumentos de produtividade até 20%, atribuídos a uma melhor retenção de água no solo e a uma redução da erosão.
Uma análise independente de 2011 do IATP ('Elusive Promises') constatou que, de uma receita vitalícia projetada de menos de 2 milhões de dólares ao longo de quase uma década, cerca de 1,46 milhões de dólares (cerca de 70%, sobretudo custos de pessoal, formação e monitorização/verificação) seriam absorvidos antes de chegar aos agricultores — os pagamentos de carbono funcionaram mais como um pequeno bónus do que como uma fonte de rendimento substancial. Uma avaliação académica posterior (na revista Global Environmental Change) constatou igualmente que a participação dos agricultores foi motivada mais pelos ganhos de produtividade e resiliência do que pela própria receita do carbono.
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