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Boa prática Importada

Projeto de Carbono Agrícola do Quénia — Créditos de Carbono do Solo Verificados para Pequenos Agricultores

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Evidência: Observacional / pré-pós Top 69% 40/100 · Pergunte a Evidence Copilot sobre esta prática

Quase 60 mil pequenos agricultores da bacia do Lago Vitória, no oeste do Quénia, adotaram práticas sustentáveis de gestão do solo verificadas segundo o Verified Carbon Standard, gerando os primeiros créditos certificados de carbono do solo em África (24 788 tCO2e). Uma análise independente do IATP concluiu que os custos de transação absorveram a maior parte da receita prevista, deixando pouco dinheiro para os agricultores.

24788 tCO2e
Créditos de carbono do solo certificados emitidos
60000 smallholder farmers (approx.)
Agricultores organizados
45000 hectares (approx.)
Área sob práticas SALM
20 % (up to)
Aumento de produtividade reportado
70 % (~US$1.46m of <US$2m projected lifetime revenue)
Percentagem da receita projetada absorvida pelos custos do projeto
Projeto de Carbono Agrícola do Quénia — Créditos de Carbono do Solo Verificados para Pequenos Agricultores

Detalhes

Maturidade
Piloto
Promotor
Vi Agroforestry, in partnership with the World Bank BioCarbon Fund
Período
2009–present
Palavras-chave
agriculture, carbon finance, smallholder farming, soil health

Contexto

Lançado em 2009 pela ONG sueca Vi Agroforestry, com o apoio do BioCarbon Fund do Banco Mundial, o Kenya Agricultural Carbon Project (KACP) foi uma das primeiras tentativas, em qualquer parte do mundo, de transformar a Gestão Sustentável da Terra Agrícola (SALM) de pequenos agricultores — cultivo de cobertura, agrofloresta, lavoura reduzida, uso de composto — em créditos de carbono do solo certificados e transacionáveis.

Objetivos

Organizar pequenos agricultores da bacia queniana do Lago Vitória em grupos cujos ganhos agregados de carbono orgânico do solo, resultantes das práticas SALM, pudessem ser medidos, certificados e monetizados.

Atividades

Cerca de 60.000 agricultores, com parcelas geralmente inferiores a 2,5 hectares, distribuídos por cerca de 45.000 hectares, adotaram práticas SALM; em 2011, o Banco Mundial aprovou uma nova metodologia do Verified Carbon Standard (VCS) para carbono do solo de pequenos agricultores, especificamente para acomodar este projeto.

Resultados

O KACP emitiu os primeiros créditos de carbono do solo certificados de África — 24.788 toneladas de CO2 equivalente sequestradas no solo e nas árvores — e a Vi Agroforestry/o Banco Mundial reportaram que os agricultores participantes registaram aumentos de produtividade até 20%, atribuídos a uma melhor retenção de água no solo e a uma redução da erosão.

Conclusões

Uma análise independente de 2011 do IATP ('Elusive Promises') constatou que, de uma receita vitalícia projetada de menos de 2 milhões de dólares ao longo de quase uma década, cerca de 1,46 milhões de dólares (cerca de 70%, sobretudo custos de pessoal, formação e monitorização/verificação) seriam absorvidos antes de chegar aos agricultores — os pagamentos de carbono funcionaram mais como um pequeno bónus do que como uma fonte de rendimento substancial. Uma avaliação académica posterior (na revista Global Environmental Change) constatou igualmente que a participação dos agricultores foi motivada mais pelos ganhos de produtividade e resiliência do que pela própria receita do carbono.

Implementação

Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €) — Projected lifetime project revenue was under US$2 million over nearly a decade, with the bulk absorbed by operating costs — a modest, low financial scale despite the large farmer/area footprint documented in the source.
Tempo até resultados
Médio (1–3 anos) — Ran from 2009 for close to a decade to its documented review point; described in the source as a pilot rather than an open-ended national programme, hence a medium timeline band.
Equipa e competências
Vi Agroforestry (Swedish NGO, project implementer), World Bank BioCarbon Fund (co-funder and VCS methodology sponsor)

Condições de sucesso

  • A purpose-built VCS methodology approved specifically to accommodate smallholder soil-carbon aggregation (2011)
  • Farmer groups organised at scale (nearly 60,000 farmers) to make aggregated MRV feasible
  • SALM practices delivered visible, implementer-attributed yield gains (up to 20%) that motivated farmer participation regardless of carbon payments

Modos de falha comuns

  • An independent IATP review found ~70% of projected lifetime revenue was absorbed by project operating costs (staff, training, monitoring/verification) before reaching farmers
  • Academic follow-up found farmer participation was driven more by yield/resilience gains than by carbon revenue, undercutting the carbon-payment model's own value proposition

Habitualmente financiado por

Philanthropic / foundation funding

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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