Gestão da Zona Úmida Ramsar de Kopuatai Peat Dome (Waikato, Nova Zelândia)
Nova Zelândia
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Nova Gales do Sul removeu mais de 9.000 cavalos selvagens do Parque de Kosciuszko rumo a uma meta de 3.000 até 2027; um estudo de 2023 da RMIT mostrou que turfeiras pisoteadas por cavalos emitem carbono, ao contrário das intactas, e levantamentos de 2024 já mostram recuperação.
O Parque Nacional de Kosciuszko, nas Montanhas Nevadas (Snowy Mountains), alberga a maior parte dos pântanos e turfeiras de Sphagnum da Austrália continental -- cerca de 6.037 dos aproximadamente 7.985 hectares mapeados em toda a região das Snowy Mountains, armazenando um valor estimado de 3,55 milhões de toneladas de carbono. Décadas de pisoteio, pastoreio e revolvimento por uma população crescente de cavalos selvagens degradaram muitos destes pântanos, compactando a turfa e erodindo as margens dos cursos de água.
Reduzir a população de cavalos selvagens do parque para uma meta legislada, ao abrigo do Plano de Gestão do Património de Cavalos Selvagens do Parque Nacional de Kosciuszko de 2021, permitindo a recuperação dos pântanos e turfeiras de Sphagnum degradados.
Ao abrigo do plano de gestão de 2021 e de uma alteração de 2024 que permite o abate aéreo, o NSW National Parks and Wildlife Service removeu mais de 9.000 cavalos selvagens em 18 meses, através de abate aéreo e terrestre, captura e realojamento, trabalhando para uma meta legislada de 3.000 cavalos em todo o parque até 30 de junho de 2027 (partindo de uma população que tinha ultrapassado os 18.000).
Um estudo de campo da Universidade RMIT de 2023 (Treby & Grover, Journal of Environmental Management) mediu o fluxo de gases com efeito de estufa em 12 pântanos de Sphagnum em Kosciuszko, ao longo de sete dias em março de 2022, e constatou que os locais com presença de cavalos selvagens eram fontes líquidas de carbono -- perdendo 4,83 g CO2-e/m²/dia em solo coberto de musgo e 8,18 g CO2-e/m²/dia em solo nu e pisoteado -- enquanto os pântanos sem cavalos se mantinham sumidouros líquidos de carbono. O inquérito populacional de 2024 do estado de New South Wales relatou, separadamente, menos solo nu, maior cobertura vegetal e menos compactação e pisoteio das margens dos cursos de água subalpinos em áreas onde o número de cavalos já tinha diminuído, com fotografias de antes/depois a documentar a recuperação em locais como Sally Tree Creek, em Currango Plain.
A evidência liga diretamente a remoção de cavalos a uma redução localizada da perda de carbono e à recuperação física dos pântanos, mas ainda não foi publicada nenhuma tonelagem de emissões evitadas para todo o parque, nem uma recuperação da biodiversidade à escala de toda a área de turfeira, e o abate de cavalos em larga escala continua a ser um método social e politicamente controverso na Austrália.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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