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Boa prática Importada

Lei n.º 18.561 — A Lei Pioneira do Uruguai Contra o Assédio Sexual no Trabalho

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A lei uruguaia de 2009 sobre assédio sexual dá aos trabalhadores o direito de denunciar junto da Inspeção-Geral do Trabalho e garante indemnização mínima e proteção do emprego — embora a maioria dos casos ainda não seja denunciada, segundo as autoridades.

601 complaints
Queixas de assédio laboral e sexual registadas (2025)
-31 %
Variação nas queixas de assédio sexual (2025 vs 2024)
-8 %
Variação nas queixas de assédio laboral em geral (2025 vs 2024)
6 months' salary
Indemnização mínima em caso de assédio comprovado (since 2009)
Lei n.º 18.561 — A Lei Pioneira do Uruguai Contra o Assédio Sexual no Trabalho

Detalhes

Maturidade
Consolidada
Promotor
Inspeccion General del Trabajo y de la Seguridad Social (IGTSS)
Período
2009-present
Palavras-chave
labour law, occupational safety, gender-based violence prevention

Contexto

A Lei n.º 18.561, promulgada em 2009 e posteriormente regulamentada em 2017, foi uma das primeiras leis da América Latina a definir e sancionar especificamente o assédio sexual nas relações de trabalho e nas relações professor-aluno, abrangendo locais de trabalho tanto do setor público como do privado.

Objetivos

Confere à Inspección General del Trabajo y de la Seguridad Social (IGTSS) do Uruguai competência para receber e investigar queixas em toda a economia, estando também os sindicatos habilitados a receber e encaminhar queixas em nome dos trabalhadores.

Atividades

As vítimas cuja situação de assédio seja reconhecida têm direito a uma indemnização mínima equivalente a seis meses de salário, e qualquer despedimento no prazo de 180 dias após a apresentação de uma queixa é legalmente presumido como retaliação.

Resultados

A IGTSS registou 601 queixas de assédio laboral e sexual combinadas em 2025. As queixas de assédio sexual, especificamente, caíram 31% e as queixas de assédio laboral em geral caíram 8% face a 2024 — mas ambas permaneceram acima da média dos sete anos anteriores, indicando um volume de casos subjacente persistentemente elevado, e não um pico pontual.

Conclusões

A análise jurídica da KPMG alertou que os números oficiais 'subestimam significativamente os incidentes reais': o medo de perder o emprego, a vergonha e a dificuldade em enfrentar a situação impedem muitas vítimas de chegar a apresentar uma queixa formal. O Uruguai também ainda não tem uma lei específica para o assédio laboral geral ('moral'), tratado apenas através de convenções internacionais e não de legislação nacional.

Implementação

Custo indicativo
Médio (50 mil–500 mil €) — No published budget figures; band reflects enforcement through an existing national labour-inspection body across the whole economy.
Tempo até resultados
Longo (> 3 anos) — In force since 2009, further regulated in 2017 — a long-running national law.
Equipa e competências
Complaints received and investigated by the Inspección General del Trabajo y de la Seguridad Social (IGTSS), Trade unions are also empowered to receive and forward complaints on workers' behalf

Condições de sucesso

  • Victims are entitled to minimum compensation of six months' salary
  • Dismissal within 180 days of filing a complaint is legally presumed retaliatory, providing a job-protection backstop

Modos de falha comuns

  • Official complaint numbers likely significantly undercount actual incidents, per KPMG Uruguay's analysis, due to fear of job loss, shame, and difficulty confronting the situation
  • Uruguay has no dedicated statute for general workplace ('moral') harassment, addressed only via international conventions

Onde se enquadra

Tipo de governação
national labour law enforced by the national labour inspectorate
Escala
national

Habitualmente financiado por

National / regional programmes

Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.

Kit de replicação

Artefactos reutilizáveis desta prática — tal como publicados pelas suas fontes.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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