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Desde 2019, o governo do Uganda canalizou mais de 79 mil milhões de xelins ugandeses para o Mak-RIF, da Universidade de Makerere, financiando mais de 1.300 subvenções de investigação e inovação; até 2025, apenas cerca de metade tinham sido concluídas e 65 projetos estavam reservados para comercialização, com um corte orçamental parlamentar em 2024 a ameaçar o ímpeto do fundo.
O Fundo de Investigação e Inovação da Universidade de Makerere (Mak-RIF) é um mecanismo de subvenções do Governo do Uganda, lançado em agosto de 2019, que canaliza dotações orçamentais anuais diretamente para a investigação aplicada e a inovação na Universidade de Makerere. Administrado por uma Comissão de Gestão de Subvenções, financia bolsas de investigação, bolsas de doutoramento e, desde dezembro de 2023, subvenções dedicadas à comercialização, visando explicitamente o percurso entre a investigação universitária e produtos comercializáveis, patentes e adoção pela indústria ou pelas comunidades.
Nos seus primeiros três anos fiscais, o Governo do Uganda atribuiu ao fundo um total acumulado de 79 mil milhões de xelins ugandeses, financiando 775 projetos. No ano fiscal de 2023/24, a Makerere reportava mais de 1.300 subvenções multidisciplinares concedidas desde o início, das quais cerca de metade (666) tinham concluído a implementação, com pelo menos 157 projetos concluídos a produzir um resultado tangível — desde uma rede de 30 estações meteorológicas portáteis instaladas em todo o país, alimentando a Autoridade Meteorológica Nacional do Uganda, a soluções médicas, alimentares e de engenharia. A primeira ronda dedicada de Subvenções de Comercialização, lançada em dezembro de 2023, financiou 15 projetos num total de cerca de 2,08 mil milhões de xelins ugandeses. Em abril de 2025, a University World News, numa reportagem independente, descrevia 560 projetos como tendo desenvolvido produtos prontos para o mercado e assinalava a ambição da liderança universitária — ainda não alcançada — de construir um centro de ciência e tecnologia capaz de gerar 500 empresas start-up por ano.
A sustentabilidade do fundo é frágil: depende inteiramente da dotação orçamental anual do governo e, no ciclo orçamental de 2024/25, o Parlamento do Uganda cortou o orçamento global da Makerere e reduziu para quase metade o seu orçamento de desenvolvimento, levando o Vice-Reitor, Prof. Barnabas Nawangwe, a alertar publicamente que os cortes iriam 'comprometer os ganhos' na investigação e na inovação, confirmando que a universidade reduziria o seu próprio financiamento à investigação em resultado disso. Os números relativos ao total de projetos financiados também variam algo entre as comunicações da própria Makerere ao longo do tempo, uma inconsistência de reporte que vale a pena assinalar a par da escala genuína do fundo.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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