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Um estudo do IUCN de 1999 concluiu que o pântano de papiro de Nakivubo, em Kampala, remove nutrientes das águas residuais da cidade num valor de 1 a 1,75 milhões de dólares por ano, próximo do custo de uma estação de tratamento. O estudo travou planos de drenagem e levou à proteção da zona húmida, embora a poluição e a ocupação informal persistam.
O Pântano de Nakivubo é uma zona húmida dominada por papiro situada entre o centro de Kampala e a Baía Interior de Murchison, no Lago Vitória. Durante décadas, interceptou águas pluviais e tratou parcialmente os efluentes de esgoto da capital ugandesa antes de estes chegarem ao lago.
Em 1999, o estudo encomendado pela IUCN e realizado pela economista Lucy Emerton, "The Present Economic Value of Nakivubo Urban Wetland, Uganda", calculou que a função de purificação de água do pântano valia entre 2,3 e 4,3 milhões de xelins ugandeses (cerca de 1.500-2.900 dólares) por hectare e por ano, sendo o tratamento de águas residuais responsável por cerca de 90% do valor total medido da zona húmida. No total, o estudo estimou o custo evitado de construir uma estação de tratamento equivalente em cerca de 2 milhões de dólares por ano, face a benefícios reais de 1 a 1,75 milhões de dólares por ano gerados pela zona húmida intacta.
Os resultados convenceram as autoridades de Kampala a abandonar os planos de drenagem e urbanização do pântano, que foi posteriormente classificado como área protegida. Uma avaliação de acompanhamento financiada pelo Banco Mundial em 2016 (Anchor Environmental Consultants) reexaminou os custos e benefícios da reabilitação do local, no âmbito de um estudo mais amplo sobre infraestrutura verde em Kampala, Dar es Salaam e Durban, estimando os custos de reabilitação em cerca de 53 milhões de dólares face a um valor regulador e recreativo contínuo significativo.
A ocupação informal, os efluentes industriais e os assentamentos continuam a reduzir a capacidade de tratamento da zona húmida, e estudos posteriores (por exemplo, Kansiime et al., Springer 2016) documentam perdas mensuráveis de habitat — um aviso de que a valorização por custo evitado, por si só, não garante proteção a longo prazo sem fiscalização ativa.
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