Zonas Únidas de Kolkata Oriental — Aquacultura Alimentada por Esgoto como Tratamento Natural de Águas Residuais
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Uma zona húmida de papiro filtrava até 99% dos coliformes fecais de Kampala antes do Lago Vitória, avaliada em 1.500–2.900 USD/ha/ano em 1999 — mas perdeu desde então mais de metade da vegetação, e em 2016 já não protegia a qualidade da água.
Um pantanal de papiro e Miscanthidium ao longo do Canal de Nakivubo filtrou historicamente as águas pluviais e o esgoto parcialmente tratado de Kampala antes de estes atingirem a Baía Interior de Murchison, no Lago Vitória. Investigação revista por pares de Kansiime e Nalubega concluiu que zonas de papiro bem preservadas removiam até 67% do azoto, 67% do fósforo e 99,3% das bactérias coliformes fecais da água que as atravessava, e uma avaliação económica da IUCN de 1999 — que ajudou a travar um plano governamental para drenar a zona húmida para construção — estimou a sua função de purificação da água em 1.500–2.900 USD por hectare por ano, representando cerca de 90% do valor económico total da zona húmida.
Essa promessa inicial deteriorou-se substancialmente desde então. Uma avaliação de 2016 do Banco Mundial e da Kampala Capital City Authority concluiu que a área funcionalmente vegetada da zona húmida tinha encolhido de mais de 500 hectares antes de 1923 para cerca de 90 hectares em 2015, tendo mais de metade da vegetação remanescente sido perdida só entre 2002 e 2014, devido a desenvolvimento industrial, assentamentos informais e cultivo que fragmentaram o tapete radicular flutuante. Um estudo de 2015 liderado pela Universidade Makerere sobre água, sedimento e solo na área encontrou contaminação microbiana e por metais pesados significativa, ligada a efluentes de estações de tratamento e a cerca de 12.000 residentes de assentamentos informais que descarregam resíduos não tratados diretamente na zona húmida.
A avaliação do Banco Mundial concluiu que a zona húmida degradada já não proporciona um benefício significativo à qualidade da água da Baía Interior de Murchison, que se tornou hipertrófica com florações de algas tóxicas, e estimou que restaurar a função de tratamento exigiria uma intervenção de engenharia e restauro de zona húmida no valor de cerca de 53 milhões de USD. Nakivubo é aqui incluída como um caso de atenção baseado em evidências: um exemplo bem documentado de um serviço de ecossistema natural que foi avaliado, quase salvo por essa avaliação, e depois substancialmente perdido devido à ocupação não gerida.
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