A anterior infraestrutura de identificação da Gâmbia era fragmentada e baseada em papel, gerando atrasos para os cidadãos e deixando as bases de dados do Estado vulneráveis a registos duplicados ou fraudulentos que comprometem a integridade dos sistemas de assistência social e de folhas de pagamento.
Ao abrigo de uma parceria público-privada do tipo Construir-Operar-Transferir, adjudicada em janeiro de 2026, o Ministério do Interior e a Margins ID Systems Applications (MIDSA) — subsidiária do grupo ganês Margins ID Group — construíram o National Identity Management System (NIMS): um centro de dados alojado localmente, registo biométrico (íris, impressões digitais, retrato e dados biográficos) e emissão instantânea, no local, de um novo cartão GAM ID, permitindo aos cidadãos registarem-se uma única vez e reutilizarem a sua identidade verificada em todos os serviços públicos.
O Presidente Adama Barrow foi o primeiro cidadão registado no sistema, a 29 de junho de 2026, tendo recebido o seu cartão personalizado em poucos minutos; o NIMS foi oficialmente lançado no dia seguinte no SDKJ International Conference Centre, em Bijilo. Decorreu um projeto-piloto entre 6 e 29 de julho de 2026, antes do início do registo a nível nacional, a 4 de agosto de 2026.
A cobertura pública disponível até à data documenta a estrutura contratual, o evento de lançamento e o calendário de implementação, mas não os resultados pós-implementação: ainda não existem dados independentes que quantifiquem quantas identidades duplicadas ou 'fantasma' foram removidas, a poupança de tempo nos serviços ou a redução da fraude. Estas são as métricas a acompanhar à medida que o registo nacional avança ao longo de 2026.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.