Carbono Fantasma nos Mangais — o Programa de Restauro Livelihoods/Océanium nos Deltas do Saloum e da Casamansa (Senegal)
Senegal
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A Fundação Odysseo das Maurícias restaura mangais e opera o primeiro viveiro de ervas marinhas do Oceano Índico em Le Morne; um estudo de 2026 revelou ganhos líquidos de carbono de 14,3 Mg C/ha em talhões de mangal mais antigos.
Le Morne e a vizinha Case Noyale, na costa sudoeste das Maurícias, perderam cobertura de mangal devido ao desenvolvimento costeiro, deixando um litoral degradado com menor proteção contra tempestades e menos viveiros de peixes.
A Fundação Odysseo, criada em 2024 pelo oceanário Odysseo das Maurícias em conjunto com a ADD, a Attitude Foundation, a Solidarité e a Varuna, plantou mangais rumo a uma meta de 10.000 árvores entre Le Morne e Case Noyale (Cotteau Raffin) e criou aquilo que descreve como o primeiro viveiro de ervas marinhas por sementes do Oceano Índico, dando continuidade a talhões de restauro que, em alguns casos, são anteriores ao lançamento da própria Fundação em 2024.
Um estudo revisto por pares publicado em junho de 2026 na Scientific Reports amostrou as reservas de carbono orgânico ao longo de uma cronosequência de talhões de mangal restaurados em Le Morne, encontrando matéria orgânica e reservas de carbono até quatro vezes superiores em talhões mais antigos, com ganhos líquidos de cerca de 14,3 Mg C/ha (cerca de 265,9 Mg CO2-eq/ha em todo o programa). O mesmo estudo mediu pradarias de Syringodium isoetifolium e Halodule uninervis em Le Morne, Case Noyale e Coteau Raffin, armazenando em média 10,8 Mg C/ha, valores comparáveis ou superiores a outras estimativas do Oceano Índico Ocidental.
Como a cronosequência inclui talhões plantados muito antes da existência da Fundação, os resultados de carbono refletem um historial de restauro mais longo do que a atuação da Odysseo, e ainda não existem resultados quantificados e independentes sobre biodiversidade ou controlo da erosão para o local.
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