Projeto de Erradicação de Roedores da Ilha Lord Howe
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Uma erradicação aérea de ratos em 2011 no Atol Palmyra (Island Conservation/TNC/USFWS) foi seguida por um estudo revisto por pares que mostrou o recrutamento de plântulas de árvores nativas a subir de menos de 150 para mais de 7.700 em cinco anos - embora também tenha desencadeado um aumento do coqueiro invasivo, hoje exigindo gestão ativa.
O Atol de Palmyra, um remoto Refúgio Nacional de Vida Selvagem no Pacífico equatorial, cerca de 1.600 km a sul de Honolulu, é gerido conjuntamente pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (USFWS) e pela The Nature Conservancy, que detém parte do atol. Os ratos-pretos (Rattus rattus), introduzidos durante a ocupação militar do atol na Segunda Guerra Mundial, predavam ovos e crias de aves marinhas nativas e suprimiam a regeneração de árvores florestais nativas, incluindo a Pisonia grandis, uma árvore-chave que fornece habitat crítico de nidificação para aves marinhas.
A Island Conservation, a The Nature Conservancy e o USFWS pretendiam erradicar os ratos invasores do atol para permitir a recuperação da floresta nativa e do habitat de nidificação das aves marinhas.
Em junho de 2011, os parceiros realizaram uma aplicação aérea do rodenticida brodifacume em cerca de 26 ilhéus do atol, erradicando com sucesso os ratos numa das maiores operações de erradicação de ratos em zonas tropicais concluídas até então.
Um estudo revisto por pares publicado em 2018 na PLOS ONE (Wolf et al.) comparou parcelas de vegetação antes e depois da erradicação para cinco espécies de árvores nativas. O número de plântulas subiu de menos de 150 indivíduos enquanto os ratos estavam presentes para mais de 7.700 indivíduos cinco anos após a erradicação; a Pisonia grandis, que não tinha registo de plântulas antes da erradicação, atingiu até 688 plântulas por 100 m² um mês após a remoção dos ratos.
Uma ressalva honesta e amplamente citada: a remoção dos ratos também libertou a palmeira-do-coco não nativa do atol (Cocos nucifera, historicamente plantada para produção de copra) da predação de sementes anteriormente suprimida pelos ratos, desencadeando um recrutamento descontrolado de palmeiras que começou a sufocar a floresta nativa de Pisonia e Heliotropium que a erradicação pretendia ajudar a recuperar. A The Nature Conservancy e a Island Conservation iniciaram em 2019 um programa ativo de abate de palmeiras-do-coco para corrigir este efeito secundário em cascata — hoje um estudo de caso amplamente referenciado no planeamento de restauração de ilhas para antecipar consequências ecológicas indiretas da remoção de predadores.
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