evidoria

← Voltar à navegação

Good practice

Erradicação de Ratos nos Ilhéus de Ua Pou — Restauração de Aves Marinhas nas Marquesas

Polinésia Francesa · Hakahau · Ver o perfil de Polinésia Francesa

Em 2023, a SOP Manu e a BirdLife International usaram drones lançados de barco para espalhar rodenticida em três ilhéus de aves marinhas de Ua Pou, na Polinésia Francesa. Uma missão de monitorização em 2024, com armadilhas e câmaras, confirmou os três livres de ratos, com sinais iniciais de recolonização.

Erradicação de Ratos nos Ilhéus de Ua Pou — Restauração de Aves Marinhas nas Marquesas

Detalhes

Promotor
Société d'Ornithologie de Polynésie (SOP Manu) / BirdLife International (PRISMSS) / Secretariat of the Pacific Regional Environment Programme (SPREP), funded by the EU PROTEGE project
Período
2023-2024
Palavras-chave
invasive rodent eradication, seabird conservation, island biosecurity, Pacific regional cooperation

Descrição

O arquipélago das Marquesas, na Polinésia Francesa, alberga colónias de aves marinhas de importância regional no Pacífico, mas os ratos introduzidos fizeram colapsar a reprodução na maioria das ilhas acessíveis. Os três ilhéus desabitados de Ua Pou — Motu Takaē, Motu Ōa e Motu Mokohe — ainda albergavam colónias remanescentes de pardela-de-Baillon e do garajau-de-dorso-cinzento, entre 14 espécies de aves marinhas registadas, além de habitat para duas espécies de petrel não confirmadas desde 1995.

Em 2023, a Société d'Ornithologie de Polynésie (SOP Manu) realizou a operação com o Pacific Regional Invasive Species Management Support Service (PRISMSS) da BirdLife International, aplicando rodenticida por drone lançado a partir de um barco no mar — opção preferida em detrimento de helicóptero ou micro-drone — sob coordenação regional do SPREP (que supervisiona erradicações de espécies invasoras no Pacífico desde 2019) e financiamento do projeto PROTEGE, apoiado pela UE.

Uma missão de monitorização de 15 dias, concluída até 30 de setembro de 2024, usando túneis de rasto e câmaras noturnas nos três ilhéus, não encontrou qualquer evidência de ratos em nenhum deles. As equipas de campo também relataram regresso de pardelas-de-Baillon às tocas e uma pequena presença de garajaus-de-dorso-cinzento em Motu Mokohe como sinais positivos iniciais.

Como ressalva, a operação é recente e ainda não foram publicadas contagens de populações de aves marinhas pós-erradicação — os resultados reportados são de monitorização de presença/ausência e observações qualitativas, não dados de recuperação populacional. O plano mais amplo de restauração das Marquesas abrange cerca de oito ilhas adicionais, das quais apenas Ua Pou está concluída; a Island Conservation estimou serem ainda necessários cerca de 3 milhões de dólares para financiar as restantes ilhas.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

Práticas semelhantes que podem ser úteis