Programa de Erradicação de Ratos nas Ilhas Malvinas (Falkland)
Ilhas Falkland (Malvinas)
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Uma operação de AUD 15,5 milhões eliminou ratos-pretos e ratos-domésticos dos 1.455 ha da Ilha Lord Howe em 2019; levantamentos oficiais confirmaram a ilha livre de roedores em 2023, e a população endémica de galinha-de-Lord-Howe cresceu desde então de menos de 500 para mais de 2.000 aves.
Os ratos-pretos (Rattus rattus) chegaram à Ilha Lord Howe, património mundial da UNESCO a 600 km da costa de Nova Gales do Sul, após o naufrágio do SS Makambo em 1918. Ao longo do século seguinte, os ratos levaram várias espécies endémicas à extinção ou quase extinção e reprimiram as populações da não voadora galinha-de-Lord-Howe, que nidifica no solo, e de várias colónias de aves marinhas.
Após mais de 15 anos de investigação, consulta comunitária e ensaios de iscagem, o Lord Howe Island Board realizou uma operação de erradicação de AUD 15,5 milhões entre maio e dezembro de 2019 - a maior erradicação de roedores alguma vez tentada numa ilha permanentemente habitada. A iscagem aérea por helicóptero cobriu cerca de 1.200 ha de terreno florestado, enquanto a distribuição manual e por estações de isco cobriu a área de povoamento de aproximadamente 300 ha, onde vivem cerca de 350 residentes. A operação foi financiada pelo NSW Environment Trust (AUD 4,54 milhões), pelo Governo australiano e pelo Lord Howe Island Board.
Um rato e uma fêmea prenhe foram detetados em abril de 2021, motivando um esforço intensivo de recaptura rápida que atrasou a confirmação final do sucesso. Levantamentos abrangentes em toda a ilha, concluídos em 2023, confirmaram a ausência de roedores remanescentes. O monitoramento independente pós-projeto registou a população de galinha-de-Lord-Howe a subir de menos de 500 aves antes de 2019 para mais de 2.000 em 2024, e o sucesso reprodutivo do petrel-de-asa-negra a aumentar de apenas 2,5% para 67% no ano seguinte à iscagem; um estudo de custo-benefício revisto por pares, publicado via ScienceDirect, documentou separadamente a justificação económica do programa.
A deteção de ratos em 2021 é um lembrete honesto do risco operacional inerente às erradicações em ilhas habitadas: um único casal reprodutor sobrevivente esteve perto de exigir uma segunda campanha completa de iscagem, sublinhando por que motivo a biossegurança intensiva e o monitoramento pós-iscagem durante pelo menos dois anos são tratados como parte integrante do método, e não como um seguimento opcional.
Leia a análise completa: https://www.lhib.nsw.gov.au/environment/rodent-eradication-project
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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