A Segurança Social portuguesa colocou em produção, em outubro de 2025, uma plataforma de IA que analisa registos internos em busca de padrões comportamentais de risco entre entidades empregadoras. Um módulo para cidadãos está previsto; ainda não há resultados públicos.
200,000 companies
Empresas abrangidas pela automatização relacionada do ciclo contributivo digital (from 1 January 2026)
shortened from 12 to 3 months
Período de presunção para deteção de registos de emprego retroativamente falsificados (effective 1 January 2026)
Detalhes
Maturidade
Piloto
Promotor
Instituto de Informática, I.P. / Segurança Social
Período
2025-ongoing
Região (NUTS)
PT17
Palavras-chave
social security, fraud prevention, public finance
Contexto
Em outubro de 2025, a Segurança Social de Portugal colocou em funcionamento a Plataforma Integrada de Gestão do Risco (PIGR), construída internamente pelo Instituto de Informática, I.P. O sistema aplica IA/aprendizagem automática a dados já detidos nos sistemas de informação da própria Segurança Social para detetar padrões de risco comportamental entre entidades empregadoras.
Objetivos
A PIGR visa assinalar casos suspeitos para intervenção precoce, em vez de investigar a fraude apenas depois de ocorrida.
Atividades
O primeiro módulo, abrangendo entidades empregadoras, está em funcionamento; um segundo módulo, alargado a cidadãos individuais, está planeado mas ainda não foi lançado. Uma reforma administrativa relacionada, em vigor a partir de 1 de janeiro de 2026, automatizará o ciclo contributivo digital para cerca de 200.000 empresas e reduzirá de doze para três meses o período de presunção usado para detetar registos de emprego retroativamente falsificados.
Conclusões
Nem a Segurança Social nem a cobertura da imprensa portuguesa reportam quaisquer estatísticas de desempenho para a PIGR: não foram divulgados dados sobre casos assinalados, taxas de falsos positivos ou valor de fraude evitado. O Regulamento europeu da IA classifica este tipo de sistema de IA do setor público relacionado com elegibilidade e fraude como 'de risco elevado', exigindo uma avaliação de impacto e auditorias regulares; não foi encontrada qualquer avaliação publicada nesse sentido. Trata-se de uma implementação em fase inicial e evidencialmente opaca, que merece ser acompanhada, mas que ainda não é um sucesso comprovado.
Implementação
Custo indicativo
Baixo (< 50 mil €)
Tempo até resultados
Curto (< 1 ano)
Equipa e competências
Instituto de Informática, I.P. (in-house development team), Segurança Social operational staff handling flagged cases
Condições de sucesso
Publication of performance statistics (cases flagged, false-positive rates, fraud value prevented)
Completion and publication of the EU AI Act-mandated high-risk impact assessment and regular audits
Successful, transparent launch of the planned second module covering individual citizens
Modos de falha comuns
No performance statistics published by Social Security or Portuguese press coverage
No published EU AI Act high-risk impact assessment despite the system's fraud/eligibility classification
Second module (individual citizens) not yet launched
Habitualmente financiado por
National / regional programmes
Vias de financiamento indicativas para práticas deste tipo — verifique sempre os avisos abertos e as regras de elegibilidade de cada programa.
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Fontes de dados
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