Fundo Fiduciário BACoMaB — Dotação para a Biodiversidade Costeira e Marinha do Banc d'Arguin (Mauritânia)
Mauritânia
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Desde 2007, a Qatargas/QatarEnergy LNG realocou mais de 7.500 corais vivos de corredores de gasodutos costeiros para locais protegidos ao largo, incluindo o resgate documentado de 4.500 corais para o Projeto de Gás Barzan, além de um viveiro de corais e mais de 200 módulos de recife artificial ao largo da Ilha Banana.
A Qatargas (agora parte da QatarEnergy LNG) opera gasodutos e infraestruturas de processamento na Cidade Industrial de Ras Laffan que atravessam habitats de coral próximos à costa no Golfo. Para mitigar a perda inevitável de habitat causada pela construção de gasodutos e terminais, a empresa criou um Programa formal de Gestão de Corais (CMP), em conjunto com o Ministério dos Municípios e Ambiente do Catar e a Universidade do Catar.
Desde 2007, o CMP realocou mais de 7.500 corais duros vivos de zonas de construção para áreas de recife protegidas ao largo. Um caso documentado é o gasoduto do Projeto de Gás Barzan, onde cientistas marinhos resgataram, transportaram cerca de 46 km e refixaram mais de 4.500 corais duros do corredor do gasoduto a norte do Catar — publicado como estudo de caso revisto por pares sobre realocação de coral como mitigação de habitat, nas atas do International Coral Reef Symposium.
O programa também opera um viveiro de corais em terra que fragmenta colónias doadoras saudáveis — cada uma produzindo cerca de sete novos fragmentos de coral — para replantio, e em 2019 instalou mais de 200 módulos de recife artificial ao largo da Ilha Banana para ampliar o substrato rígido disponível para o recrutamento de corais. Os locais de realocação são monitorizados a longo prazo e estão previstos para transição para o Ministério do Ambiente e Alterações Climáticas do Catar, integrando a rede nacional de reservas protegidas.
Como ressalva, os dados publicamente disponíveis sobre a sobrevivência dos corais realocados e a recuperação do recife a longo prazo provêm sobretudo do operador e dos parceiros governamentais, e não de uma auditoria independente de terceiros; o estudo revisto por pares documenta a técnica e o sucesso da refixação a curto prazo, não resultados de sobrevivência plurianuais. O programa deve ser lido como um esforço industrial de mitigação bem documentado, e não como um esquema verificado de ganho líquido de biodiversidade.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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