Entre setembro e outubro de 2008, o Serviço de Pesca e Vida Silvestre dos EUA (Refúgio Nacional de Vida Silvestre Marinha do Alasca), a The Nature Conservancy e a organização sem fins lucrativos Island Conservation lançaram por via aérea cerca de 46 toneladas métricas de isca de cereal com 25 ppm de brodifacum sobre a Ilha Rat, de 2.780 hectares (6.861 acres), nas Aleutas, para erradicar ratos-de-noruega introduzidos por um naufrágio do século XVIII que devastara colônias nativas de aves marinhas por mais de 200 anos. O custo reportado do projeto é de USD 2,5 milhões segundo a Hakai Magazine e USD 3,5 milhões segundo o Anchorage Daily News; a divergência permanece sem resolução nas fontes públicas.
Uma nevasca incomumente precoce cobriu e preservou os grânulos de isca por muito mais tempo do que os modelos previam, fazendo com que gaivotas se alimentassem diretamente da isca e águias se alimentassem depois de ratos e gaivotas envenenados, em vez de sua dieta normal de salmão no outono. Necropsias do National Wildlife Health Center atribuíram à operação uma estimativa de 46 mortes de águias-de-cabeça-branca e 320 de gaivotas-dominicanas (422 carcaças de cerca de 25 espécies no total) — um número que o próprio Serviço de Pesca e Vida Silvestre classificou como maior que o esperado. Nenhuma fonte revisada documenta ação judicial especificamente ligada ao incidente.
Nenhum rato foi detectado nos levantamentos de 2009, e a ilha foi declarada livre de ratos até 2010. Em maio de 2012, o Conselho de Nomes Geográficos dos EUA restaurou seu nome unangan/aleúte, Ilha Hawadax. Um estudo revisado por pares publicado em 2021 na Scientific Reports (Nature) constatou que os ninhos de gaivotas-dominicanas passaram de 5 (2008) para 27 (2013), os ostraceiros-negros aumentaram cerca de 900% e as gaivotas cerca de 291% até 2019, e que a comunidade de invertebrados do costão rochoso havia se tornado semelhante à de ilhas de referência sem ratos, 11 anos após a erradicação.
Esta prática é documentada aqui como um caso de cautela: a recuperação ecológica de longo prazo é real e revisada por pares, mas ocorreu após um sério e amplamente divulgado evento de mortalidade não intencional, causado por um erro de planejamento relacionado ao clima, ilustrando o risco operacional de campanhas aéreas de rodenticidas mesmo quando a erradicação subjacente é bem-sucedida.
Leia mais: https://hakaimagazine.com/features/the-rat-spill/
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.