Fundo Hídrico Rumiyacu–Mishquiyacu–Almendra — o Esquema Pioneiro de PSA Hídrico Tarifário da EPS Moyobamba (Peru)
Peru
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Desde 2003, os acordos recíprocos pela água da Fundación Natura Bolivia pagam agricultores a montante, em espécie (colmeias, mudas, formação), para proteger a floresta de neblina; em 2023 o modelo já cobria cerca de 24.000 agricultores em cerca de 80 municípios, financiado por tarifas municipais de água.
Desde 2003, o programa da bacia hidrográfica de Los Negros, na Bolívia, utiliza acordos recíprocos pela água (ARAs) para compensar os agricultores das partes altas da bacia — com colmeias, mudas de árvores frutíferas e formação, em vez de dinheiro — pela proteção da floresta de nuvens que alimenta a irrigação e o abastecimento de água municipal a jusante. Liderado pela Fundación Natura Bolivia, o modelo foi concebido para contornar a fraca documentação de posse da terra, que dificultava a compra convencional de terrenos ou contratos formais de PSA. Desde então, expandiu-se de um projeto-piloto numa única aldeia para um modelo replicado em cerca de 80 municípios bolivianos.
Proteger as florestas de nuvens das partes altas da bacia para garantir o abastecimento de água a jusante para irrigação e uso municipal, lidando ao mesmo tempo com a fraca documentação de posse da terra que limita os contratos formais de conservação baseados na terra.
Compensação em espécie aos agricultores das partes altas da bacia (colmeias, mudas de árvores frutíferas, formação); criação de fundos municipais de água cofinanciados por tarifas dos utilizadores de água (~1 boliviano/mês) e receitas fiscais municipais; criação de áreas protegidas; cobrança contínua de tarifas de água.
O programa cresceu de 46 agricultores a proteger 2.774 hectares em 2003 para cerca de 24.000 agricultores a proteger cerca de 600.000 hectares em cerca de 80 municípios até 2023, com 23 novas áreas protegidas (cerca de 3,4 milhões de hectares) criadas em 20 municípios e cerca de 1,5 milhão de pessoas servidas na bacia do Río Grande.
O financiamento tem passado progressivamente de capital semente de doadores/ONGs para fontes domésticas (tarifas, orçamentos municipais), sugerindo um caminho para a sustentabilidade, mas os dados reportados são resultados autodeclarados do programa (participantes, área contratada) e não resultados ambientais medidos de forma independente, e não foi publicada nenhuma avaliação contrafactual rigorosa dos impactos na desflorestação ou no abastecimento de água.
Philanthropic / foundation funding
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