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Retornos ao Capital — Um Teste Aleatorizado de Subsídios em Dinheiro e Equipamento para Microempresas do Sri Lanka

Sri Lanka · Galle · Ver o perfil de Sri Lanka

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Investigadores deram subsídios em dinheiro ou equipamento a pequenas empresas do sul do Sri Lanka (zona do tsunami) e acompanharam os lucros. O retorno médio ao capital foi de 4,6-5,7% ao mês, acima do mercado — só para homens; mulheres não tiveram ganhos.

Detalhes

Promotor
University of California San Diego, Stanford University & World Bank (de Mel, McKenzie, Woodruff research team)
Período
2005-2007 (post-tsunami baseline; grants disbursed in three rounds with follow-up surveys)
Palavras-chave
microenterprise finance, access to capital, applied development-economics research

Descrição

Nos distritos de Galle, Matara e Kalutara — a costa sul do Sri Lanka afetada pelo tsunami — investigadores da UC San Diego, de Stanford e do Banco Mundial propuseram-se responder a uma pergunta básica da economia do desenvolvimento: será que as pequenas empresas carecem de capital porque estão limitadas pelo crédito, ou porque o retorno marginal de mais capital é simplesmente baixo?
Atribuíram aleatoriamente subsídios em dinheiro ou em equipamento (cerca de 10.000-20.000 rupias do Sri Lanka) a microempresas com menos de um empregado remunerado, medindo depois como os lucros evoluíam face a um grupo de controlo que não recebeu qualquer subsídio, acompanhando as empresas ao longo de sucessivos inquéritos de seguimento.
O retorno real médio ao capital situou-se entre 4,6% e 5,7% ao mês — 55-63% ao ano — muito acima do que um banco cobraria, prova de que eram as restrições de crédito, e não retornos baixos, que travavam estas empresas. Mas o efeito foi muito desigual: os retornos aumentavam com a capacidade empresarial medida do proprietário e com a riqueza do agregado familiar e, de forma mais marcante, o efeito positivo desaparecia por completo nas empresas detidas por mulheres, apesar de as empresas de homens e de mulheres na amostra parecerem semelhantes no papel antes do subsídio.
O estudo é uma referência na literatura sobre financiamento de microempresas e foi replicado, com variações, em vários outros países, mas tratou-se de uma experiência de investigação, não de um programa operacional — não existe nenhuma instituição do Sri Lanka a escalar subsídios de capital incondicionais a partir deste ensaio específico, e a disparidade de género nos retornos é um alerta contra assumir que o acesso a capital é uma solução universal para o crescimento de microempresas.

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

Implementa esta prática? Reivindique-a — implementadores verificados obtêm um contacto público na página e podem propor correções.

Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

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