Desde 2016, o banco de desenvolvimento alemão KfW canalizou 8,5 milhões de euros, e mais tarde 14 milhões de euros adicionais, através do Development Bank of Rwanda (BRD), em nome do Ministério Federal alemão da Cooperação Económica e do Desenvolvimento (BMZ). O BRD repassa os fundos a bancos comerciais participantes, que concedem empréstimos de longo prazo a pequenas e médias empresas — sobretudo transformadoras agrícolas orientadas para a exportação, de chá, café, fruta, cogumelos, flores de corte, horticultura e batata — a uma taxa de juro de 10–12%, bem abaixo da taxa de mercado típica do Ruanda, de 17–19%.
De acordo com os dados mais recentes publicados, 85 empresas foram apoiadas e cerca de 26 milhões de euros em empréstimos foram comprometidos, com os fundos reembolsados a serem reciclados em novos empréstimos.
Um programa complementar, o Export Growth Fund (EGF), oferece financiamento igualmente subsidiado a exportadores e potenciais exportadores. O International Growth Centre (IGC) avaliou-o através de um desenho de emparelhamento que comparou beneficiárias do EGF com empresas não beneficiárias semelhantes, usando dados administrativos de empréstimos e impostos. As empresas beneficiárias registaram um crescimento de receitas cerca de 50% superior, um crescimento do emprego permanente cerca de 30% superior, e uma probabilidade cerca de 10 pontos percentuais maior de exportar, em comparação com o grupo de comparação emparelhado. Dois anos após receberem o empréstimo, os pagamentos de Imposto sobre o Rendimento das Empresas das beneficiárias aumentaram 80–100% e os pagamentos de retenção na fonte sobre salários (PAYE) aumentaram 30–40%, o que os investigadores estimam poder tornar o mecanismo fiscalmente neutro para o governo dentro de cinco anos, através de maior receita fiscal.
O governo do Ruanda, o BRD e o KfW assinaram entretanto um novo acordo de subvenção de 20 mil milhões de francos ruandeses para criar um mecanismo complementar de Garantia de Crédito à Exportação, visando explicitamente PME em crescimento e orientadas para a exportação, incluindo empresas lideradas por mulheres.
Ressalva: o estudo do IGC descreve-se como uma avaliação preliminar, baseada em emparelhamento (não aleatorizada), com um estudo de acompanhamento baseado em ensaio aleatorizado ainda planeado. Um instrumento ruandês de garantia de crédito a PME relacionado, mas de estrutura diferente (o Business Development Fund), foi publicamente criticado em 2020 por direcionar mais de 25,1 mil milhões de francos ruandeses para projetos de grandes empresas em vez das PME a que se destinava, e foi integrado no BRD em meados de 2025 — um lembrete de que a disciplina de governação e de focagem, e não apenas o volume de financiamento, determina se esta família de instrumentos chega às PME pretendidas.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.