Parque Nacional de Kosciuszko — Exclusão de Cavalos Selvagens para Recuperação de Turfeiras Alpinas de Sphagnum (Austrália)
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Um estudo de 2012 na PNAS constatou que a mineração de areias betuminosas em Alberta destruirá 29.555 ha de turfeiras, libertando até 47,3 milhões de toneladas de carbono. O Sandhill Fen da Syncrude (construído em 2012) testa a recuperação da função da turfeira em rejeitos de mina — após 3 anos, só a zona mais húmida se tornou um sumidouro líquido de carbono.
A região das areias petrolíferas do Athabasca, no Alberta, alberga uma das maiores reservas de turfeiras boreais do mundo, e a exploração mineira a céu aberto já obrigou à sua remoção. Um estudo revisto por pares de 2012, de Rooney, Bayley e Schindler (Universidade de Alberta, publicado na PNAS), concluiu que as minas já aprovadas destruiriam 29.555 hectares de turfeira — uma redução de 67% em toda a paisagem mineira —, libertando uma estimativa de 11,4-47,3 milhões de toneladas de carbono armazenado e reduzindo permanentemente a capacidade de sequestro de carbono da região em cerca de 5.700-7.200 toneladas de carbono por ano, uma vez que os planos de encerramento aprovados substituem a turfeira por floresta de terras altas e lagos de rejeitos, em vez de restaurarem a zona húmida.
Em resposta a essa evidência, a Syncrude Canada propôs-se testar se a função de zona húmida formadora de turfa podia ser restabelecida em terrenos de rejeitos de mina.
Trabalhando com cerca de duas dezenas de investigadores universitários (incluindo equipas da Universidade de Waterloo e da Universidade de Alberta), a Syncrude construiu, em 2012, a bacia hidrográfica de Sandhill Fen, numa antiga cova de mina na sua concessão de Mildred Lake: uma bacia hidrográfica in-pit de 50 hectares, incluindo uma turfeira (fen) de 15 hectares, com monitorização prevista ao longo de 10 a 20 anos.
Três anos de medições de fluxo por covariância de vórtices (eddy-covariance), publicadas num estudo revisto por pares sobre trocas de carbono, mostraram que apenas a zona baixa saturada da turfeira construída se tinha tornado um sumidouro líquido de carbono (cerca de 77 g C/m2 no terceiro ano), enquanto as zonas mais secas, intermédia e alta, permaneceram fontes líquidas de carbono, apesar de uma produtividade vegetal semelhante. Um levantamento paralelo de vegetação registou 124 espécies de plantas a estabelecer-se ao fim de três anos, 48% das quais espécies formadoras de turfa, incluindo 24 briófitas.
O Sandhill Fen demonstra que é possível concretizar de forma parcial a função de carbono das turfeiras em terrenos pós-mineiros, mas a área recuperada continua a ser minúscula face à turfeira destruída a nível regional, e a maior parte da bacia hidrográfica construída ainda não se tinha tornado um sumidouro de carbono ao fim de três anos.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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