Em 2017, as autoridades locais da Escócia e o Governo escocês acordaram um quadro que compromete pelo menos 1% dos orçamentos das autarquias a serem afetados por orçamento participativo (OP) até ao final de 2021, reafirmado num Acordo-Quadro revisto em 2021 entre o Governo escocês e a COSLA (Convention of Scottish Local Authorities). No marco reportado em 2023, mais de 110.000 pessoas já tinham participado e decidido diretamente como aplicar 154 milhões de libras de orçamentos municipais — atingindo 1,4% dos orçamentos elegíveis, acima da meta original de 1% — nas 32 autoridades locais da Escócia.
Para ajudar o OP a escalar em tantas autoridades e processos em simultâneo, uma equipa de investigação da Universidade de Warwick, do Alan Turing Institute e da Universidade de Oxford (Jonathan Davies, Miguel Arana-Catania, Rob Procter, Felix-Anselm van Lier e Yulan He) avaliou a aplicação de ferramentas de PLN na plataforma digital Consul, no OP escocês generalizado, através de um desenho qualitativo longitudinal que combinou entrevistas, observação de processos e análise de dados da plataforma em vários locais de estudo em funcionamento real. Os resultados iniciais reportados indicam que os desafios de escala 'podem ser enfrentados com recurso a tecnologia de PLN que, numa avaliação anterior baseada em casos de uso controlados, demonstrou melhorar a eficácia da participação cidadã.'
Os autores classificam explicitamente as conclusões sobre PLN como preliminares ('resultados iniciais'); a evidência mais sólida e independentemente verificada refere-se à escala nacional e à generalização do programa de OP — os dados de despesa e participação publicados pela COSLA —, enquanto a eficácia da camada de IA continua a ser estabelecida através de investigação académica em curso, e não de uma avaliação governamental concluída.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.