Proteger o Território Contra Espécies Invasoras — Controlo Liderado por Guardas Indígenas (Norte da Austrália)
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Desde 2011, a NatureScot lidera a captura de visons americanos com voluntários em até 3M ha do norte da Escócia (£3,34M entre 2017-23, mais £2,08M para 2023-26) para proteger o rato-de-água, mamífero em declínio mais rápido do Reino Unido, com recuperação ainda anedótica.
O vison-americano (Neovison vison), fugido ou libertado de criações de peles por toda a Grã-Bretanha, é o principal fator por trás de um declínio histórico de mais de 90% na área de distribuição do rato-de-água, o mamífero nativo em declínio mais rápido do Reino Unido. A resposta da Escócia começou com a Scottish Mink Initiative (2011-2015), um programa de £920.000 que cobriu 20.000 km² de Tayside, Aberdeenshire, Moray e Cairngorms, mais tarde alargado a 30.000 km² com uma rede de mais de 480 voluntários.
Desde 2017, a Scottish Invasive Species Initiative (SISI), liderada pela NatureScot, alargou esta abordagem a cerca de 3 milhões de hectares no norte de Perthshire, Angus, Aberdeenshire, Moray e Highland. A sua primeira fase (2017-2023) foi financiada pelo National Lottery Heritage Fund (£1,59 milhões) e pela NatureScot (£0,5 milhões), além de contribuições em espécie, totalizando um valor de projeto de £3,34 milhões; uma segunda fase (2023-2026) é apoiada por mais £2,08 milhões do Nature Restoration Fund do Governo escocês. Mais de 500 voluntários operam atualmente mais de 600 armadilhas e jangadas para vison.
Dados provisórios mostram 71 visons removidos até dezembro de 2018, subindo para 109 até junho de 2019. A própria SISI reporta uma recuperação anedótica de populações locais de rato-de-água anteriormente extintas, embora não exista uma contagem populacional cumulativa publicada.
Um estudo comparativo revisto por pares na bacia do rio Monnow, em Inglaterra, concluiu que a remoção de visons é uma condição necessária, mas não suficiente, para a persistência do rato-de-água, sendo ainda necessárias soltas de exemplares criados em cativeiro para sustentar uma população em recuperação. Os próprios materiais do programa referem que os visons recolonizam rapidamente as áreas armadilhadas a partir de populações vizinhas se a cobertura de armadilhagem diminuir, o que significa que é necessária uma armadilhagem sustentada e em larga escala, e não uma campanha pontual. Mesmo esforços ingleses de longa duração, inspirados na abordagem escocesa, registaram avistamentos não confirmados de visons anos depois de taxas de captura próximas de zero, sublinhando como é difícil provar a erradicação total.
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