Programa de Apoio ao Rendimento Benazir (BISP) — Transferências Monetarias Direcionadas a Mulheres Chefes de Família
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Desde o projeto-piloto na zona rural do Uganda em 2010, a Solar Sister recrutou e formou mulheres como vendedoras porta-a-porta de energia limpa; uma avaliação independente do ICRW em 2016 constatou cerca de 2.000 empreendedoras no Uganda, na Nigéria e na Tanzânia, que tinham alcançado mais de 370 mil pessoas com produtos solares e fogões limpos.
A Solar Sister foi fundada em 2010 pela antiga banqueira de investimento Katherine Lucey, após conhecer uma agricultora ugandesa que enfrentava dificuldades por falta de acesso fiável a iluminação. A organização assenta num modelo de venda direta porta a porta, inspirado em redes como a Avon, em que mulheres locais são recrutadas, formadas e recebem um stock inicial de lanternas solares, carregadores de telemóvel e fogões de cozinha ecológicos para vender nas suas próprias comunidades, obtendo rendimento por comissão.
O primeiro projeto-piloto foi liderado por Evelyn Namara na zona rural do Uganda; o modelo foi posteriormente alargado à Nigéria e à Tanzânia e, mais tarde, a outros países, incluindo o Sudão do Sul.
Uma avaliação qualitativa de impacto realizada em 2016 pelo International Center for Research on Women (ICRW), recorrendo a métodos participativos de PhotoVoice junto de empreendedoras no Uganda, na Nigéria e na Tanzânia, concluiu que o modelo tinha permitido criar cerca de 2 000 negócios de energia limpa geridos por mulheres, alcançando mais de 370 000 pessoas com produtos solares e fogões de cozinha; as empreendedoras reportaram um aumento do rendimento familiar, maior peso nas decisões domésticas e comunidades mais seguras e mais bem iluminadas. A AIE (Agência Internacional de Energia) apresentou posteriormente empreendedoras da Solar Sister numa série de estudos de caso.
Relatórios posteriores da própria Solar Sister reivindicam um alcance cumulativo substancialmente maior (vários milhões de pessoas em mais países), mas estes valores agregados são autorreportados e não foram verificados de forma independente; o próprio estudo do ICRW de 2016 tinha natureza qualitativa, descrevendo a experiência vivida pelas empreendedoras em vez de fornecer uma medição controlada dos ganhos de rendimento ou das taxas de sobrevivência dos negócios.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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