O Suriname ratificou a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em março de 2017 e possui uma lei geral de direitos das pessoas com deficiência em vigor. No entanto, quando o G3ict, a Iniciativa Global para TICs Inclusivas — uma organização independente sem fins lucrativos que trabalha com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (UN DESA) desde 2006 —, avaliou o país em seu Índice de Avaliação de Direitos de Acessibilidade Digital (DARE), o Suriname recebeu 7,5 de 100 pontos, ocupando a 132ª posição entre 137 países avaliados no mundo e a 25ª de 26 na América Latina e no Caribe.
O índice divide a pontuação em três componentes: leis e regulamentos (7,5 de 25), capacidade de implementação (0 de 25) e resultados efetivos de políticas e programas de TIC (0 de 50). No componente de resultados, todas as dez áreas de política monitoradas pelo índice — acessibilidade web, legendagem de TV e multimídia, telefonia móvel, livros eletrônicos e conteúdo digital, acesso à internet para pessoas com deficiência, TIC inclusivas na educação e no emprego, governo eletrônico e cidades inteligentes, tecnologias assistivas e normas de acessibilidade em contratações públicas — obtiveram pontuação zero, refletindo a ausência de qualquer exigência vinculante, unidade governamental de acessibilidade ou formação universitária em acessibilidade em TIC no país.
Uma avaliação independente de prontidão digital realizada para a USAID — com trabalho de campo entre julho e novembro de 2021, publicada em setembro de 2022 — chegou a uma conclusão consistente por outro caminho: constatou que "pessoas com deficiência têm acesso limitado a dispositivos digitais e serviços on-line" no Suriname, mesmo com a penetração de banda larga móvel do país (137 conexões por 100 habitantes) e a cobertura 3G (95%) comparativamente fortes — evidência de que a conectividade ampla não se traduziu em conectividade acessível para os surinameses com deficiência.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.