Yasashii Nihongo (Japonês Fácil) — De Pesquisa Pós-Desastre a Padrão Nacional de Linguagem Simples
Japão
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O governo federal do Brasil incorpora um avatar 3D gratuito e de código aberto que traduz automaticamente textos em português para Libras nos serviços digitais públicos, alcançando mais de 120 mil sites e cerca de 40 milhões de acessos diários em 2023.
O VLibras Suite é uma plataforma de tradução automática de código aberto (GPL-3.0) que converte português escrito ou falado em Língua Brasileira de Sinais (Libras), exibida por meio de um avatar 3D. Foi desenvolvido a partir de 2016 pelo Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID) da Universidade Federal da Paraíba, em parceria com o governo federal — inicialmente o Ministério do Planejamento, hoje a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, junto com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
O conjunto de ferramentas inclui um plugin de navegador, aplicativo de desktop, aplicativo móvel e um portal de tradução de vídeos, e o Guia de Acessibilidade Digital do governo brasileiro recomenda e incorpora o VLibras como infraestrutura padrão nos serviços digitais federais, apoiado na Lei 10.436/2002 (que reconhece a Libras como língua oficial) e no Decreto 5.626/2005 (que determina seu uso nos serviços públicos). Em 2023, dados oficiais indicavam presença em mais de 120 mil sites brasileiros, cerca de 40 milhões de acessos diários e aproximadamente 3 milhões de traduções realizadas por mês, com um vocabulário de cerca de 21 mil sinais animados e um corpus bilíngue de cerca de 100 mil frases. Uma ferramenta complementar, o WikiLibras, permite que a comunidade surda colabore na criação e validação de novos sinais, e o projeto já foi destacado internacionalmente pela rede Zero Project de inovação em deficiência.
Avaliações acadêmicas independentes são mais cautelosas do que sugerem as estatísticas de uso. Pesquisas brasileiras de usabilidade e linguística (incluindo estudos com rastreamento ocular de usuários surdos interagindo com avatares de Libras, e análises específicas do VLibras) documentam limitações recorrentes: os avatares traduzem palavra por palavra, sem a gramática completa da Libras, expressões não-manuais (expressões faciais, movimentos da boca) que carregam significado gramatical na Libras frequentemente ficam ausentes ou pouco claras, e a fidelidade da tradução cai bastante em textos longos ou complexos. Pesquisadores enquadram consistentemente o VLibras como uma camada de acesso valiosa que não substitui intérpretes humanos em conteúdos complexos, e constatam que fornecer ao sistema um texto previamente simplificado melhora significativamente a precisão da tradução — achado já utilizado para aprimorar orientações a autores de conteúdo do setor público.
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