Intervenção de gestão de casos para agressores domésticos de alto risco, com mudança de comportamento, disrupção e apoio às vítimas. A Universidade de Bristol encontrou -82% na violência física autorreportada e -30% na reincidência policial, vs. acompanhamento habitual.
-82%
Redução da violência física
-88%
Redução da violência sexual
-75%
Redução do assédio e da perseguição
-73%
Redução do comportamento ciumento e controlador
82% % of cases
Vítimas com risco reduzido, reportado pelas IDVAs
-30%
Redução da reincidência registada pela polícia (6 months post- vs pre-intervention)
Detalhes
Maturidade
Em expansão
Promotor
Respect, SafeLives and Social Finance (the Drive Partnership); independently evaluated by the University of Bristol
Período
2016–2019 pilot (Essex, South Wales, West Sussex); national roll-out since 2019
Palavras-chave
domestic abuse, criminal justice, victim safety, multi-agency case management
Contexto
O Drive Project é uma intervenção de gestão de caso dirigida a autores de violência doméstica de alto risco, alto dano e reincidentes, identificados através das Conferências Multi-Agência de Avaliação de Risco (MARACs). Lançado em 2016 pela Drive Partnership (Respect, SafeLives e Social Finance), combina trabalho individual de mudança comportamental com a 'disrupção' do agressor, recorrendo a mecanismos existentes de habitação, imigração, licenciamento e justiça penal, a par de apoio independente às vítimas.
Objetivos
Em vez de assentar num único programa de grupo, o Drive procura reduzir o comportamento abusivo e a reincidência entre os agressores de maior dano através de uma gestão de caso coordenada e multi-agência.
Atividades
O Drive foi testado durante três anos (2016-2019) em Essex, no País de Gales do Sul e em West Sussex, tendo sido depois alargado a outras áreas, incluindo Cardiff, Croydon, Birmingham, e Sandwell e Worcestershire, sustentando atualmente a estratégia mais ampla de Inglaterra e do País de Gales para agressores de violência doméstica.
Resultados
Uma avaliação da Universidade de Bristol, abrangendo 2.627 agressores e utilizando um desenho quase-experimental com elementos de randomização individual, encontrou uma redução autorreportada de 82% na violência física, 88% na violência sexual, 75% no assédio e perseguição, e 73% no comportamento ciumento e controlador entre os utilizadores do Drive. As ocorrências de violência doméstica registadas pela polícia caíram cerca de 30% nos seis meses após a intervenção, mantendo-se os efeitos estatisticamente significativos para agressores reincidentes e em série um ano depois.
Conclusões
Não foi encontrada nenhuma análise publicada de custo-eficácia ou de custo por agressor para o Drive, pelo que, ao contrário dos seus resultados comportamentais e de reincidência, a sua eficiência económica ainda não está independentemente comprovada.