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As Fechaduras Marinhas Costumeiras 'Tabu' de Vanuatu — Recuperação de Recifes Liderada pelas Aldeias sob a Lei Kastom

Vanuatu · North Efate · Ver o perfil de Vanuatu

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As aldeias ni-vanuatu fecham áreas de recife sob a lei costumeira 'tabu', a ferramenta comunitária de gestão de pescas mais difundida no país. Estudos revistos por pares em Takara e Emau encontraram biomassa de marisco até 13 vezes maior nas zonas protegidas, embora os ganhos variem muito consoante o local e a espécie.

As Fechaduras Marinhas Costumeiras 'Tabu' de Vanuatu — Recuperação de Recifes Liderada pelas Aldeias sob a Lei Kastom

Detalhes

Promotor
Takara community (North Efate); Emau Island communities; Vanuatu Fisheries Department
Período
2008-2017
Palavras-chave
customary marine tenure, community-based fisheries management, reef conservation, kastom governance

Descrição

Em Vanuatu, proibições temporárias ou permanentes de captura, chamadas 'tabu', são impostas pelos proprietários costumeiros ao abrigo da lei kastom (tradicional), sendo o instrumento comunitário de gestão de pescas mais utilizado no país. Desde 2014, a Lei das Pescas exige formalmente a consulta aos detentores de direitos costumeiros sobre o mar antes de se declararem novas reservas marinhas, e a Lei de Gestão Ambiental e Conservação de 2002 concede reconhecimento legal às áreas de conservação comunitárias — sobrepondo a lei estatal a um sistema de governação que a antecede em gerações.
Na aldeia de Takara, no norte de Efate, foi criada em 2008 uma reserva marinha de base comunitária (VBMR) de 0,2 km2 sobre um habitat de recife franjante para o búzio Tectus (Trochus) niloticus, uma espécie fortemente explorada. Um estudo revisto por pares publicado na PLOS One em 2017, baseado na marcação de 100 exemplares adultos de trochus e em levantamentos repetidos de densidade, encontrou uma biomassa treze vezes maior e uma densidade explorável dez vezes maior na zona sul da reserva em comparação com a zona norte, com indivíduos protegidos 25% maiores em média — mas, à escala de toda a reserva, três anos de encerramento não mostraram um efeito de proteção estatisticamente significativo, revelando como estes ganhos podem ser localizados e irregulares.
Na ilha de Emau, um estudo de 2010 publicado na Environmental Conservation comparou duas pequenas áreas tabu (cada uma com menos de 0,05 km2) de idades diferentes. A tabu mais antiga e maior produziu uma resposta positiva forte em abundância e tamanho para o trochus, ajudada pela translocação de exemplares para a reserva, liderada pela comunidade. As amêijoas gigantes (Tridacna spp.) mostraram ganhos menores, não estatisticamente significativos ao fim de quatro anos de encerramento, e as populações de búzio-verde (Turbo marmoratus) permaneceram gravemente reduzidas apesar da proteção — um sinal honesto de que as fechaduras costumeiras de pequena escala funcionam bem para algumas espécies e mal para outras.
A base de evidência é real, mas mista: as áreas tabu ajudam de forma fiável espécies sedentárias de recuperação rápida, como o trochus, à escala local, enquanto as espécies de recuperação mais lenta e os efeitos à escala de toda a reserva são menos consistentes. A sua durabilidade advém menos de garantias ecológicas do que de legitimidade social — porque as regras são definidas e aplicadas pelos próprios proprietários costumeiros, tendendo a sobreviver aos projetos de conservação financiados externamente.
Leia mais: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5413025/

Implementação

Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.

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Fontes de dados

De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.

Anexos

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