A Women for Women International (WfWI) dirige um programa de empoderamento económico e social de 12 meses: sessões semanais de grupo de 90 a 180 minutos com cerca de 25 mulheres, aulas de cálculo, negócios e empoderamento social, formação profissional, um subsídio mensal de 10 USD e informação sobre poupança. Entre 2016 e 2018, o Conselho Sul-Africano de Investigação Médica, financiado pelo programa What Works to Prevent Violence do Reino Unido, avaliou-o num ensaio aleatorizado individual em seis comunidades urbanas e periurbanas de Cabul e Nangarhar: 1461 mulheres inscritas, com 82% de retenção na avaliação final aos 22 meses.
O ensaio não mostrou a descida esperada da violência. A violência física no último ano (aOR 0,88; IC 95% 0,62-1,23) e a violência física grave (aOR 0,75; 0,50-1,11) não foram significativamente menores, nem os sintomas depressivos. Os resultados económicos e de atitudes melhoraram: rendimento (beta 3,79), poupança (beta 11,79), insegurança alimentar (beta -0,48), atitudes de género desiguais (beta -0,89) e mobilidade fora da província (aOR 1,78). Um subgrupo post hoc com insegurança alimentar moderada mostrou menos violência grave (aOR 0,38), o que é apenas indicativo.
As limitações incluem aleatorização individual com possível contaminação, perdas diferenciais numa comunidade após a deterioração da segurança, ausência de dados de assiduidade e perda da avaliação intermédia. O caso mostra que programas de empoderamento podem aumentar a autonomia e os recursos das mulheres num contexto frágil sem reduzir automaticamente a violência.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.