Empoderamento de Mulheres com a Indústria 4.0
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Este estudo de 2020 investiga as experiências de mulheres na indústria de relações públicas da Croácia, baseado em 21 entrevistas com gerentes e funcionários não-gerenciais. Com idade média de 36 anos para funcionários e 43,5 para gerentes, o estudo abrange vários ambientes de trabalho, incluindo
Este estudo de 2020 analisa as experiências das mulheres que trabalham no setor das relações públicas na Croácia, um setor dominado por mulheres (76,84%) que abrange RP interna, agências, ensino superior, função pública e associações profissionais.
A investigação procurou documentar de que forma o género molda a progressão na carreira, a cultura organizacional, o estilo de liderança e o acesso à tomada de decisões das mulheres no setor de RP croata, recolhendo as perspetivas de colaboradoras e de gestoras.
Os investigadores realizaram 21 entrevistas a colaboradoras de RP (idade média de 36 anos) e a gestoras (idade média de 43,5 anos), explorando o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, a exposição à discriminação, a cultura de escritório, a inclusão nas decisões empresariais e o modo como a educação recebida moldou os estilos de liderança e comunicação autodeclarados.
Doze das 21 participantes referiram terem sido excluídas de decisões empresariais importantes, algo que o estudo associa a uma rede profissional mais fraca entre as mulheres do setor; as participantes descreveram ainda uma progressão de carreira desigual, expectativas comportamentais contraditórias e normas informais de código de vestuário, ao mesmo tempo que relataram relativamente pouco preconceito de género explícito nas interações e brincadeiras do dia a dia no escritório. Verificou-se que o estilo de liderança acompanhava a educação recebida, com as mulheres criadas mais próximas dos pais ou de mães de perfil mais "masculino" a descreverem estilos mais diretos e tradicionalmente "masculinos".
O estudo conclui que, apesar de a força de trabalho ser maioritariamente feminina, persistem no setor de RP croata normas tradicionalmente masculinas relativas à progressão na carreira e ao acesso à tomada de decisões, que a dinâmica de "síndrome da abelha-rainha" reduz o reconhecimento de mulheres em cargos seniores como modelos a seguir, e que persistem estereótipos de género profundamente enraizados sobre os traços considerados "adequados" a cada género.
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