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Translocação da Cotovia-do-Raso e Controlo de Predadores — Reserva Natural de Santa Luzia (Cabo Verde)

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A SPEA, a Biosfera 1 e a agência ambiental de Cabo Verde translocaram 37 cotovias-do-Raso, em Perigo Crítico, para Santa Luzia com controlo de predadores em 2018 (mais 33 depois); a reprodução foi confirmada, embora a Covid-19 tenha interrompido a erradicação de gatos.

Translocação da Cotovia-do-Raso e Controlo de Predadores — Reserva Natural de Santa Luzia (Cabo Verde)

Details

Promoter
SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) / Biosfera 1 / Cabo Verde Directorate-General for Environment (DNA), funded by the MAVA Foundation
Period
2017-2019 (translocation phase); predator monitoring ongoing
Keywords
invasive predator control, species translocation, seabird & landbird recovery, island restoration

Description

A cotovia-do-Raso é uma ave canora em Perigo Crítico, historicamente confinada a um único ilhéu de 7 km², o Raso, no grupo de Barlavento de Cabo Verde — um endemismo de ilha única que deixa a espécie extremamente vulnerável a qualquer evento catastrófico isolado (seca, doença, um predador introduzido). A partir de 2017, a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, parceira portuguesa da BirdLife), a ONG cabo-verdiana Biosfera 1 e a Direção-Geral do Ambiente (DNA) de Cabo Verde iniciaram a erradicação de gatos assilvestrados na vizinha ilha de Santa Luzia (35 km²), financiada por um subsídio da Fundação MAVA à SPEA, no âmbito de um restauro ecológico mais amplo da Reserva Natural de Santa Luzia (dentro da Área Marinha Protegida de Santa Luzia, com cerca de 11.000 hectares).

Com Santa Luzia considerada suficientemente controlada em termos de predadores, os parceiros translocaram 37 cotovias-do-Raso do Raso para Santa Luzia em abril de 2018, em colaboração com o especialista Dr. Mike Brooke. Em março de 2019, cerca de 20 cotovias foram registadas em Santa Luzia — 5 da libertação original, 2 outras aves anilhadas que tinham voado do Raso, e 12 aves não marcadas, incluindo algumas nascidas na própria Santa Luzia — confirmando que as aves libertadas se tinham reproduzido e que a sua sobrevivência anual era comparável à da população de origem no Raso. Uma translocação subsequente moveu mais 33 cotovias (19 machos, 14 fêmeas) para alargar a base genética da população fundadora. O projeto foi publicado como um estudo de caso de translocação de conservação na revista PARKS da IUCN, conferindo-lhe valor documentado para outros esforços de recuperação de espécies endémicas de ilha única.

Um esforço de monitorização relacionado, reportado pela BirdLife, nos ilhéus vizinhos do Raso, Branco e Rombo, não registou predação de aves marinhas durante um período de dois anos e meio, numa região onde formigas invasoras, ratos, murganhos e gatos e cães assilvestrados são as principais ameaças identificadas às aves marinhas de Cabo Verde.

Como ressalva honesta, a componente de erradicação de gatos em Santa Luzia foi interrompida quando a ilha foi evacuada durante a pandemia de Covid-19, e o relato mais detalhado consultado (Earth Optimism/Cambridge Conservation) descreve o resultado final dessa erradicação como incerto — significando que a segurança a longo prazo da população reintroduzida de cotovias face a gatos residuais ou reintroduzidos não foi confirmada de forma independente nas fontes disponíveis. Isto deve ser entendido como um sucesso documentado de translocação e reprodução que avançou mais depressa do que a confirmação plena da remoção do predador invasor.

Implementation

Implementation detail (cost, timeline, staffing, conditions for success) is not yet available for this practice.

Data sources

Where this practice's information was retrieved from, and when.

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