Lei da paridade de género e a sua 'cláusula de escape' — Código Eleitoral do Panamá
Panamá
O Código Eleitoral do Panamá exige 50% de mulheres nas listas de candidatos dos partidos, mas a 'cláusula de escape' …
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A Lei da Paridade de 2018 da Guiné-Bissau exige uma quota mínima de 36% para mulheres nas listas de candidatos e em cargos de nomeação, mas as eleições de 2023 resultaram em apenas 9,8% de mulheres (10 de cerca de 102 assentos) — uma queda face aos 13,7% de 2019 — mostrando que uma quota sem mecanismo de aplicação pode não alterar os resultados.
O Parlamento da Guiné-Bissau aprovou por unanimidade, em 2 de agosto de 2018, uma Lei da Paridade que estabelece uma quota mínima de 36% para a representação feminina nas listas de candidatos às eleições legislativas e autárquicas, bem como em nomeações para cargos de decisão.
A lei destinava-se a entrar em vigor a tempo das eleições então marcadas para mais tarde em 2018, mas a sua aplicação tem ficado sistematicamente aquém da própria meta. Nas eleições legislativas de março de 2019, as mulheres conquistaram 14 de cerca de 102 assentos (13,7%). Nas eleições de junho de 2023, realizadas já ao abrigo da mesma lei da quota de 36%, a representação feminina caiu ainda mais, para 10 assentos (9,8%) — um retrocesso e não um avanço, segundo o IPU Parline e o Democracy Tracker do International IDEA.
Observadores eleitorais independentes atribuem esta insuficiência à ausência, na lei, de um mecanismo de cumprimento ou de sanções: ao contrário do modelo de condicionalidade de financiamento de Cabo Verde, a lei da Guiné-Bissau fixa uma meta sem consequências para os partidos que a ignorem. A instabilidade política recorrente do país — o Conselho de Segurança da ONU tem alertado repetidamente que eleições credíveis são cruciais para o frágil progresso político da Guiné-Bissau — complica ainda mais uma aplicação consistente.
O caso da Guiné-Bissau é aqui incluído como exemplo cautelar: uma quota legalmente estabelecida, sem mecanismo de aplicação ou sanções para as listas partidárias, não foi suficiente para aumentar — tendo, neste caso, coincidido com uma queda — a representação feminina no parlamento.
Os detalhes de implementação (custo, prazo, equipa, condições de sucesso) ainda não estão disponíveis para esta prática.
De onde foi obtida a informação desta prática, e quando.
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